Dona de Facebook e Instagram é alvo de oito ações nos EUA por danos mentais a jovens

A Meta, empresa dona do Facebook e do Instagram, virou líder em outra tendência das mídias sociais: processos alegando que os algoritmos dessas plataformas são prejudiciais aos jovens e criam vício nas redes.

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Só na última semana, oito ações foram propostas em tribunais dos Estados Unidos, alegando que uma exposição excessiva ao Facebook e ao Instagram levaram a suicídios, tentativas de suicídios, distúrbios alimentares, insônia e outras doenças entre jovens.

“Esses aplicativos poderiam ter sido desenhados para minimizar possíveis danos, mas, em vez disso, houve uma decisão deliberada de viciar de forma agressiva os adolescentes, em nome do lucro corporativo”, afirmou em um comunicado Andy Birchfield, diretor da Beasley Allen, firma de advocacia à frente dos processos.

Meta e também o Snap têm sido alvo de várias ações nos últimos meses, inclusive de pais cujos filhos cometeram suicídio. A disputa nos tribunais se intensificou após o depoimento no Congresso americano de Frances Haugen, uma ex-funcionária do Facebook que vazou várias informações mostrando como o Facebook se recusava a lidar com os riscos à saúde mental de adolescentes causados pelo uso excessivo de seus aplicativos.

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Procurada, a Meta não quis dar declarações sobre essas ações na Justiça à Bloomberg. Mas um porta-voz da empresa informou que a plataforma criou várias ferramentas para permitir que os pais monitorem o uso do Instagram por seus filhos, fixando limites de tempo de navegação. A Meta também criou um mecanismo, chamado “dê um tempo”, que funciona como um lembrete a usuários mais ativos a darem uma pausa nas redes sociais.

O porta-voz afirmou ainda que a empresa está oferecendo recursos direcionados especificamente a distúrbios alimentares, tornando mais difícil o acesso a conteúdos sensíveis sobre o tema. Além disso, usa inteligência artificial para garantir que crianças com menos de 13 anos não possam se cadastrar no Facebook e no Instagram.

Uma das ações propostas contra a Meta foi de Naomi Charles, uma jovem de 22 anos que alega que começou a usar os aplicativos da empresa quando era menor de idade e que o vício a levou a tentar o suicídio.

Segundo a ação, proposta na corte federal de Miami, a Meta deturpa informações sobre “segurança, utilidade e características não-viciantes de seus produtos”.

Naomi Charles, como os outros autores de ações contra a Meta, solicitam reparação financeira pelos danos mentais e o ressarcimento de custos hospitalares e médicos.

As ações alegam que a empresa cometeu fraude e negligência, entre outros delitos.

Além da corte federal em Miami, as ações foram apresentadas no Texas, Tennessee, Colorado, Delaware, Georgia, Illinois e Missouri.

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