Dona Gegê fala de homenagem do ‘BBB 21’ e comparação com Fiuk pelo cigarro: ‘Não parei’

Carol Marques
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Dona Geralda nem acreditou quando recebeu várias mensagens dos amigos perguntando se ela tinha assistido à homenagem feita a ela no “BBB 21”. “Mosquei, foi bem na hora em que fui atender o telefone fixo”, diz ela, que não viu Rafael Portugal posando em frente ao quadro negro de sua salinha no “CAT BBB”. Nele estava escrito “Deixa de ser falsa, menina!” com a assinatura: “Gegê, Dona.”. Para quem não se lembra, a frase foi dita pela mineira no “BBB 16” ao ver Maria Claudia de crochê com Ronan, com quem tinha algumas rusgas.

“Ela chegou no quarto enquanto eu estava deitada conversando com o Ronan e pediu desculpas a ele. Não aguentei e perguntei se as lágrimas eram sinceras ou falsas, e ela não respondeu. Perguntei de novo e nada. Aí, perdi a paciência e gritei essa frase aí e ela saiu do quarto”, recorda, aos risos, a mineira de 68 anos, que ficou conhecida como Dona Gegê.

Na época do confinamento, ela se esbaldava nas festas e desafiava os padrões fumando e bebendo suas cervejinhas, pelos quais é lembrada até hoje como “Gegê fumacê”. “Eu ainda estou fumando, acredita? Mas já diminuí bastante. Minha médica vive dizendo para eu parar de vez, mas nessa época de pandemia, sozinha, ah, não dá, não”, confessa Geralda, que mantém suas latinhas na geladeira: “Hoje mesmo vou cozinhar um milho, tomar banho, ver novela e abriri uma cerveja para ver ‘BBB’”.

Fã fervorosa do programa, Geralda não perde um episódio e torce por uma reviravolta. “Eu quero ver Camilla e João na final. Gostava do G3, com Gil, Sarah e Juliette. Mas eles ficaram tão chatos com essa fofocaiada, que vão se perder”, analisa. No “BBB 21”, Geralda foi lembrada em memes pelos internautas que compararam Fiuk a ela, pela quantidade de cigarros que fuma: “Achei foi graça. Gosto dele”.

Geralda acha curiosas as reclamações dos brothers sobre a xepa. Até hoje, ela foi a recordista do arroz, feijão e goiabada por ter ficado 45 dias sem sair do “Tá com nada”, espécie da xepa na sua edição, só que com muito menos ingredientes. “Não tinha proteína, era aquilo lá e só. Até que os médicos avisaram à produção que uma idosa como eu não podia passar tanto tempo sem proteína. Aí mandaram fígado. E eu não reclamava. Agora fica essa gente toda fresca, cheia de estaleca e dizendo que passa fome?”, critica.

Em sua edição, Geralda chegou longe. Entrou por uma escolha do público e foi eliminada no penúltimo paredão. Isso depois de passar por três seguidos. “Nunca fui anjo ou líder. Sempre era vetada. Mas tudo bem. Eu adorei participar daquilo tudo”, diz ela, que foi a mais velha da décima sexta temporada: “Não achei que sofri preconceito dos participantes. Eu tinha a galera jovem, Ronan, Ana Paula e Muniky, com os quais me dou até hoje”.

Viúva, a professora aposentada nunca mais quis saber de namorar. “Deus me livre de problema. E quem quer namorar hoje em dia? Esses aplicativos que estão aí para encontros são um perigo”, avalia ela, que espera poder se vacinar em breve contra a Covid-19: “Não vejo a hora de poder viajar, sentar no bar com os amigos. Estou trancada há um ano. Isso que é prova de resistência pra mim”.