Dono da Belle Époque quer reconstruir livraria incendiada: 'Lugar simbólico'

Símbolo cultural do subúrbio carioca, a livraria e sebo Belle Époque, no Méier, foi destruída por um incêndio na noite desta quinta-feira, 21.

O dono Ivan Costa contou ao GLOBO que havia fechado a loja 19h20 e voltou caminhando para a sua residência. Cerca de uma hora depois, vizinhos ligaram alertando para o incêndio. Ao voltar para o local, Costa encontrou o fogo em estágio avançado. A porta estava destruída e as labaredas já estavam altas. Todo o acervo de livros e discos da livraria foi destruído. Não houve feridos.

A polícia está realizando uma perícia nesta sexta-feira para investigar a origem do incêndio. Costa não acredita em origem criminosa.

- A polícia não descartou crime, mas ainda estamos aguardando a perícia - diz Costa. - Após o incêndio, muitos clientes que haviam participado de um evento no sábado passado contaram ter visto pessoas passando pela livraria e olhando feio. Criou-se uma especulação. Mas não acredito em crime. Para mim, deve ter sido algum fio (problema elétrico).

A Belle Époque existe em endereço fixo desde 2018. Antes, Costa percorria o Méier de bicicleta para vender livros. Agora, ele pretende reabrir a loja no mesmo espaço, já que o prédio não sofreu danos estruturais. A livraria era conhecida por promover agitação cultural em uma área carente nesse sentido. É, inclusive, a única livraria da região.

- Quero reconstruir esse lugar simbólico, porque fica em um lado do Méier com muito menos movimentação cultural - diz, que aluga o espaço. - A ideia é limpar tudo e recuperar o acervo.

Frequentadores e amigos da Belle Époque se mobilizam agora nas redes para ajudar a reconstrução. Costa criou uma vaquinha online (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajudar-a-belle-epoque). Outros sebos e livrarias, como a Leonardo da Vinci, a Jacaré e a Blooks manifestaram apoio.

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