Dono da Petz diz que paga pouco imposto e internet não perdoa

Entrevista com CEO da Petz repercutiu nas redes sociais (Getty Image)
Entrevista com CEO da Petz repercutiu nas redes sociais (Getty Image)
  • Dono da Petz disse que paga menos impostos do que funcionários;

  • Empresário defende a reforma tributária no sistema brasileiro;

  • Boicote de bolsonaristas virou piada no Twitter.

Não, os brasileiros não devorarão os melhores amigos de quatro patas no ano que vem. Apesar de ter circulado na internet o boato de que seria necessário comer cachorro após o início do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não existiram evidências de que a fome chegaria a esse ponto com a volta do petista. Ao longo dos oito anos de governo do ex-presidente, inclusive, os índices de desnutrição diminuíram.

Mas isso não quer dizer que a piada em torno da hipótese absurda tenha acabado. "Achei inteligente o CEO da Petz defendendo distribuir renda para ninguém ter que comer cachorro e acabar com o mercado dele", brincou um perfil da internet, fazendo alusão à fala do dono da companhia que foi publicada nesta segunda-feira (7).

Em entrevista ao Estadão, Sergio Zimerman afirmou que, além dos programas sociais de distribuição de renda, a reforma tributária brasileira deve ser encarada como uma ferramenta de justiça social.

“Eu, como CEO da companhia, pago menos imposto do que um operador de caixa da minha empresa. Isso é uma vergonha. Não acho que um país pode dar certo com esse tipo de mentalidade”, defendeu Zimerman.

Com a repercussão das declarações, apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) começaram a dizer que iriam boicotar a marca. Em resposta, internautas começaram a brincar com a situação.

"Companheiro Petz, quando vão começar a vender foice e martelo de pelúcia?", disse um usuário do Twitter. "Leve seu cachorrinho na Petz para ele virar um cãomunista", brincou outro perfil.

Ainda no texto do jornal, o empresário elogiou a "liderança que Lula tem", dizendo que a eleição do petista é "esperança renovada em um tema que, para mim, é central: a desigualdade social brutal que existe no Brasil".

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