Dono de empresa que deu calote em formatura acumula R$ 500 mil em dívidas

Na Justiça, há 98 processos contra a empresa de Rodrigo Lopes Marques no Tribunal de Justiça do Rio e outros dois na Justiça Estadual de São Paulo. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Mais de 100 formandos foram vítimas de um golpe e ficaram sem festa de formatura, na noite de sábado (21), no Rio de Janeiro. A empresa contratada para realizar o evento, Aloha Formandos, pertence a Rodrigo Lopes Marques e carrega uma dívida de R$ 500 mil. A quantia de meio milhão de reais é mesma que ele havia cobrado dos estudantes para realizar as festas.

As informações são do jornal Extra.

De acordo com a publicação, o valor alto de dívidas foi revelado em uma consulta a serviços de proteção ao crédito. Nela, Rodrigo apresenta um perfil com baixa probabilidade de honrar seus compromissos financeiros: apenas 7,55%

As dívidas do empresário se dividem entre Rio e São Paulo e são de valores consideravelmente altos. Ao Banco Itaú Unibanco consta R$ 97.693 e R$ 91.82; um financiamento no Santander de R$ 77.683; outro financiamento no Itaucard no valor de R$ 75.215; e um cartão de crédito Itaucard de R$ 37.285.

O proprietário da empresa de festas ainda carrega um protesto registrado em um cartório do Rio, no valor de R$ 92.418. Sua dívida mais baixa é com a Universidade Estácio de Sá, no valor de R$ 238.

Na Justiça, o empresário também tem um histórico longo. Há 98 processos contra sua empresa no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) e outros dois na Justiça Estadual de São Paulo, sendo que pelo menos 70 desses foram movidos por consumidores que se sentiram lesados e pedem indenizações por danos morais.

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Mas nem todas as ações são contra a Aloha, isso porque Rodrigo é sócio majoritário de outras duas empresas no ramo de produção de eventos. A Trip 4 Aloha Viagem e Turismo LTDA ME e a Boom Gastronomia Carioca e Eventos LTDA – esta que forneceria o buffet da festa que não aconteceu.

Nos três negócios, o rapaz reparte as ações com a mãe Maria Lúcia Rodrigues Lopes. Ao contrário do filho, ela não tem nenhuma dívida registrada em seu CPF e apresenta uma altíssima credibilidade no mercado.

OUTRO LADO

A reportagem do Extra entrou em contato com ela, que declarou apenas "não saber de nada" da festa cancelada e desligou o telefone.