Dono de fazenda onde Adriano se escondia será ouvido de novo pela polícia

Marcos Nunes, enviado especial e Vera Araújo

O pecuarista Leandro Abreu Guimarães, que levou o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega para seu último esconderijo, onde foi morto no domingo após trocar tiros com a PM da Bahia, será ouvido mais uma vez pela polícia. A oitiva foi programada após uma reportagem do EXTRA revelar que o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro (Bope) arrolou Leandro como testemunha de sua defesa, em julho de 2019, em um processo na Justiça do Rio. Ao ser interrogado pela primeira vez, no domingo, quando foi preso pela posse de três armas, Leandro disse que conheceu o miliciano de um circuito de vaquejadas e omitiu ter sido sua testemunha.

— Ele foi ouvido por nós na quarta-feira, quando ainda não tínhamos essa informação. Será ouvido novamente na semana que vem para prestar esclarecimentos sobre o fato — afirmou o delegado Marcelo Sansão, diretor Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil da Bahia.

Leandro Guimarães já está em liberdade. Na terça-feira, a Justiça da Bahia negou pedido de conversão da prisão em flagrante do pecuarista em preventiva e decidiu que ele responderia solto por todas as acusações.

Um documento obtido pelo EXTRA mostra que a relação entre Leandro Guimarães e Adriano era próxima e que ocorre, pelo menos, desde a metade do ano passado. No dia 5 de julho de 2019, advogados do ex- capitão relacionaram o pecuarista como testemunha de defesa em um processo onde Adriano é acusado  de homicídio, grilagem de terra e agiotagem.