Dono de site pornô se declara culpado por enganar mulheres, e FBI oferece US$ 50 mil por comparsa fugitivo

Um dos co-criadores do site GirlsDoPorn se declarou culpado de uma acusação federal de conspiração para cometer tráfico sexual, nesta terça-feira. Matthew Isaac Wolfe, de 40 anos, admitiu ter participado da produção de filmes de sexo com mulheres jovens que, segundo a denúncia, eram aliciadas de forma fraudulenta e com a garantia que suas identidades jamais seriam descobertas.

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Um outro proprietário do portal, Michael James Pratt, de 39 anos, está foragido da justiça dos Estados Unidos e consta na lista de procurados do FBI, que oferece US$ 50 mil (R$ 267,5 milhões) por informações que levem à sua captura.

Wolfe está preso desde outubro de 2019. Ele se declarou culpado perante a juíza Barbara L. Major, de um tribunal de San Diego, por conspiração para cometer tráfico sexual por força, fraude e coerção.

Na ocasião, ele assumiu que estava ciente de que a identificação pessoal e contas nas redes sociais de algumas mulheres estavam sendo postadas no pornwikileaks.com, um site controlado por Pratt e dedicado a expor as pessoas que apareciam em vídeos de sexo, fazendo com que elas sofressem assédio.

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— Este crime teve um impacto devastador nas vítimas — disse o procurador dos EUA Randy Grossman. — Buscaremos justiça para as vítimas de tráfico humano na esperança de que isso as ajude a recuperar suas vidas e deixar a dor dessa experiência no passado — acrescentou.

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, o acusado "filmou aproximadamente cem vídeos, carregou vídeos finalizados na internet, supervisionou os livros financeiros da empresa e operou várias entidades comerciais que foram usadas para promover o negócio".

— Wolfe mentiu e atacou mulheres jovens vulneráveis, submetendo-as a anos de assédio implacável, medo e angústia mental — disse Stacey Moy, agente especial do FBI em San Diego.

Além de Wolfe e Pratt, outras duas pessoas foram processadas no caso. Ruben Andre Garcia, de 33 anos, foi condenado em junho do ano passado a 20 anos de prisão. E o câmera Theodore Wilfred Gyi, de 44 anos, se declarou culpado e aguarda a divulgação da sentença.

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