Dono de pousada, Paulo Zulu relembra papel em 'Laços de Família' e faz avaliação de sua estreia na TV: 'Não foi excelente'

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Foto: Reproduçao - Instagram
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Há cerca de 20 anos, Paulo Zulu ficou conhecido em todo o Brasil após interpretar o personal trainer Romeu, em "Laços de Família". No mundo da moda, porém, ele já era um furacão: desfilava para grandes marcas e protagonizava campanhas de grifes. Hoje, aos 57 anos, o ator lembra que a transição da passarela para as câmeras não foi coisa fácil. Desafio que aceitou e se esforçou para realizar. Daquela época, ficou o carinho pelo autor Manoel Carlos, pelos diretores e pelo elenco da novela.

"Foi um desafio muito grande. Nunca tive (até aquela época) um trabalho que precisasse falar. Não é só decorar o texto, chegar lá e falar. É preciso entender o que se está representando naquele momento. Tem uma história por trás do personagem para estar falando aquilo com o outro personagem", diz o modelo, ator e empresário, que avalia o próprio desempenho de sua estreia na TV:

"Dependendo do texto e da quantidade do texto, você fica mais ansioso, suscetível a, de repente, errar, engasgar... Mas eu tentava fazer o melhor possível dentro do que era demandado. Com muito carinho e compreensão dos diretores. Acho que o resultado saiu razoavelmente tranquilo. Não foi excelente, mas também não foi algo que atrapalhasse a obra", pondera ele, que acrescenta ser necessário estudo e prática no ofício. Sobre a novela, destacou ainda o clima amistoso dos bastidores e a felicidade de ter tido a oportunidade de integrar o elenco.

De lá para cá, Zulu fez participações em filmes, apresentou programa (convites que ele abraçou para realizar da melhor forma) e ampliou os horizontes - possui, por exemplo, uma pousada em Guarda do Embaú, em Santa Catarina, com foco na vivência em harmonia com o meio ambiente, construções feitas em terrenos que possui e até um barco de pesca - isso além de protagonizar campanhas. Para ele, falar que já houve auge não faz sentido. Prefere olhar para frente e aproveitar as oportunidades profissionais que surgem.

"Tudo tem o seu momento. Para mim não existe o auge. Se você achar que foi a algum lugar num patamar tão alto assim, dali para frente só vai ficar para baixo", diz ele, que acrescenta ser "bacana se reinventar".

"Não existe saudade do 'fiz aquilo, mas agora não faço mais', porque as coisas são transitórias...Nunca parei, só fiz transições para coisas que eu gosto de fazer e que me dão um certo sustento e produtividade. Continuo a espera de oportunidades boas. Para mim, nada muda, eu só estou mais maduro".

O que também não muda para Zulu é o seu amor pela Indonésia. Ele está por lá, em Bali, atualmente, para uma temporada de 40 dias. No início do ano, estava no país quando foi determinado o 'lockdown' na região. Na ocasião, retornou ao Brasil em um voo de repatriação.

Conheceu a Indonésia em 1984, quando, patrocinado por uma marca, pôde explorar ilhas da região. Se apaixonou e volta ao local sempre que pode.

"O povo é hospitaleiro e simpático. Como já fui surfista profissional, aqui é o lugar ideal para poder surfar, me desenvolver espiritualmente e fisicamente. Lugar que volto às minhas origens, volto a ter meus vinte e poucos anos, mesmo tendo 57", afirma Zulu.

"Fico feliz sempre que estou aqui. Minha alma fica bem e eu fico em paz", conclui ele.