Donos de quiosques ainda contam com liberação de cercadinhos VIPs em Copacabana

Geraldo Ribeiro
Quiosques vendem ingressos para festas que ocuparao cercadinhos na areia autorizados pela Prefeitura.

Os donos dos quiosques de Copacabana ainda contam com a liberação dos cercadinhhos VIP na orla de Copacabana para a virada do ano. Na tarde desta segunda-feira os proprietários foram pegos de surpresa pela decisão da justiça que derrubou o decreto que permitiria áreas vips na reia da praia na noite do reveillón.

A maioria dos empresários já alugou as grades, que estão empilhadas ao lado dos estabelecimentos à espera de uma decisão favorável até o fim do dia, para que possa montá-las. Pelo menos um deles, na altura da Rua Miguel Lemos já delimitou o seu espaço.

A subgerente Maria Aline Alves disse que não tinha tomado conhecimento da liminar do Tribunal Regional Federal da 2 Região (TRF2). Mesmo depois de informada da decisão judicial, Maria Aline disse que ainda confiava numa reviravolta. O espaço já está praticamente todo vendido, a R$ 600 por pessoa.

- Já vendemos 250 de um total de 300 ingressos. A procura é grande - disse.

Quem também conta com uma nova decisão favorável ao uso dos espaços é Priscila Alves, de 29 anos. Sua família comanda há mais de três décadas três quiosques na altura do Posto 6 de Copacabana. Priscila conta que quem trabalha na orla está acostumado às surpresas de última hora.

- É sempre assim, a cada ano uma surpresa. A gente ainda está esperando um posicionamento. A grade já está até paga - afirmou.

A decisão do TRF2 suspendendo os cercadinhos VIPs atende a uma ação popular. O desembargador Messod Azulay entendeu que não houve estudo de impacto ambiental ou consulta aos órgãos municipais, estaduais e federais antes de a prefeitura autorizar a ampliação da área dos quiosques para o réveillon. A multa para descumprimento é de R$ 5 milhões, diários.

Um decreto municipal publicado no último dia 19 permitia a cada quiosque licença para cercad uma área de até 300 metros quadrados na areia. Os ingressos estavam sendo vendidos por preços entre R$ 500 e R$ 800. A prefeitura prometeu recorrer da decisão da Justiça.