Dora Freind, a Loyane de ‘Amor de mãe’, mostra seu lado lúdico e colorido em ensaio

Isabella Cardoso
Vestido Elegance (R$ 450); blusa Amaralu (R$ 160); tênis Andreia Brasis (R$ 379); tiara Amaralu (R$ 99); brinco Malay Pratas (R$ 80)

Cores fortes, estampas e listras são escolhas certas para o verão, traduzindo a energia vibrante (e quente!) do calor no look. Neste ensaio tropical, Dora Freind, a estudante Loyane de “Amor de mãe”, vestiu peças parecidas com as que usa em seu dia a dia. A atriz gosta de usar a moda como uma forma de se expressar e se manifestar e dedica muito de sua atenção para o que veste:

— Eu brinco que vivo o carnaval o ano todo porque curto muito a proposta. Gosto muito da linha tênue entre a fantasia e a roupa do dia a dia, de brincar com cores e texturas. Tenho muito interesse em trazer o lúdico para o cotidiano. Tento ver a vida com os olhos que eu invento.

A vontade de se expressar vai além da roupa. A atriz de 21 anos viu também na arte a possibilidade de enxergar o mundo de outros ângulos e experimentar situações e sentimentos bem diferentes dos que está acostumada. Ela estuda teatro desde os 10 e já foi voluntária por anos de um projeto na Rocinha, na Zona Sul do Rio. Foi lá que conheceu meninas com uma vida como a de sua personagem, uma menina que engravidou na adolescência e tem que lutar pelo direito de estudar.

— A situação da Loyane é diferente da minha, mas, ao mesmo tempo, pode acontecer com qualquer mulher — diz Dora, afirmando que a maternidade ainda não vem a sua cabeça: — Ser mãe é uma grande responsabilidade e muda muito a vida. Embora culturalmente tenha virado a ordem natural das coisas, tem que ser uma escolha. Ainda não sei se é para mim.

Além dos desafios de ser mãe na adolescência, Loyane tem que enfrentar as dificuldades de estudar num colégio público. A atriz conta que a questão da educação no país, abordada em seu núcleo da novela, sempre foi algo que mexeu muito com ela:

— Sei que vivo numa realidade privilegiada que tem acesso à educação, que deveria ser um direito básico de qualquer um. Mas ainda é algo pelo qual a gente está lutando. Aqui (no Rio), até numa escola há risco de morte por causa dos tiros. No colégio da novela, já foram dois. Isso é real. Há escolas que passam por tiroteios frequentemente.

Diferentemente da sua personagem, Dora teve uma boa experiência no ensino médio. O ensino fundamental, porém, não traz boas lembranças à mente:

— Minha infância não foi boa. Eu sofria bullying das outras crianças. Mas isso acabou sendo muito positivo para minha adolescência. Em vez de me fechar, fez com que eu me abrisse muito, virasse extrovertida e desse muito valor para a amizade. Vi o quanto era difícil passar por tudo sozinha na infância, então, hoje em dia, os meus amigos são a família que escolhi.

Hoje, Dora é uma mulher extrovertida e criativa, que sempre fala o que eu pensa, segundo ela mesma:

— Tenho dificuldade de abrir mão das minhas verdades e opiniões. Eu sou bem ariana. Tenho características que podem ir tanto para o bem quanto para o mal. Sou completamente impulsiva e sinto muito tudo. Quando estou com raiva, é muita raiva. Quando estou feliz, estou muito feliz. Oito ou oitenta total!

Créditos

Texto e produção executiva: Isabella Cardoso
Produção de moda: Rodrigo Barros
Beleza: Brenda Hermínia
Fotos: Thais Monteiro
Agradecimento: IED Rio