'Doria é chato, mas competente', diz campanha de governador nas prévias do PSDB

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 21.10.2020 - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 21.10.2020 - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um vídeo preparado pela campanha de João Doria (PSDB), que disputa a vaga de seu partido para concorrer à Presidência da República em 2022, afirma que o governador de São Paulo é chato, mas competente, e que foi ele o responsável por garantir a vacina contra a Covid-19 para brasileiros de diversas regiões —inclusive para Lula (PT) e para a mãe do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A peça cita o fato de Doria ser chamado de "calça apertada" por bolsonaristas e de "coxinha" por seus desafetos petistas. "Enquanto eles procuravam apelidos para o Doria, o Doria procurava uma vacina para o Brasil. E o coxinha-calça-apertada atravessou o mundo para conseguir a única vacina que o Brasil teve no pior momento da pandemia", afirma o narrador do vídeo, em referência à Coronavac.

"O Doria pode ser coxinha, usar calça apertada e exagerar no marketing pessoal. Ele pode até ser chato. Mas ele fez o que qualquer presidente cabeça no lugar faria: trabalhar sem importar o partido, a ideologia, o sexo, a religião", segue.

De acordo com o vídeo, é por "ter um cara chato no comando" que o estado de São Paulo está vivendo o período de maior investimento de sua história, com a maior geração de empregos no país, além de ter mais escolas em tempo integral e o auxílio social Bolsa do Povo. A narração é embalada por batidas de funk ao fundo.

A campanha ainda rechaça a acusação de que o governador paulista teria se mobilizado pelo imunizante contra a Covid-19 por oportunismo, mirando o posto no Palácio do Planalto. E afirma que é melhor um presidente chato e competente "que resolva a vida de todos" do que o "mais do mesmo", ilustrado com fotos de Lula e de Bolsonaro.

As prévias presidenciais do PSDB são hoje uma disputa acirrada entre os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS) com o resultado em aberto.

Na segunda-feira (1º), a comissão para prévias do PSDB decidiu que nenhum dos 92 prefeitos e vices de São Paulo que estão no centro de acusação de suposta fraude do diretório paulista poderá participar do processo de seleção do candidato presidencial da sigla.

A decisão foi tomada de forma unânime e é uma vitória do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Foi o diretório gaúcho, juntamente com os de Minas Gerais, Bahia e Ceará, apoiadores de Leite, que protocolaram a denúncia. Ainda cabe recurso.

Em reação, o PSDB de São Paulo entrou com representação na comissão das prévias do partido para que 34 filiados de outros estados também não possam votar nas eleições que definirão o candidato da legenda ao Planalto. O pedido paulista se refere aos diretórios do Rio Grande do Sul, Bahia e Minas Gerais.

Na quarta-feira (3), o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, decidiu acatar questionamentos tanto de aliados de João Doria como de Eduardo Leite e fixar uma regra para a votação de novos filiados nas prévias que escolherão o candidato da legenda ao Planalto.

Na tentativa de frear a guerra interna entre as duas campanhas, a sigla decidiu que só terão direito a voto filiados devidamente cadastrados até 31 de maio de 2021 no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Com isso, tucanos que dizem ter se filiado antes dessa data, mas que só foram registrados depois no sistema oficial, ficarão impedidos de participar das prévias do PSDB.

De acordo com a deliberação da executiva do PSDB, as prévias estão marcadas para 21 de novembro, com possível segundo turno em 28 de novembro.

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