Doria afasta coronel de PM que fez convocação para ato pró-Bolsonaro

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SÃO PAULO — O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) afastou na manhã desta segunda-feira, por indisciplina, o coronel da Polícia Militar Aleksander Lacerda, conforme antecipou o colunista Lauro Jardim. Nos últimos dias, o policial fez publicações em suas redes sociais para convocar militantes às ruas em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Manifestações de cunho politico-partidário são vedadas na corporação.

Em coletiva de imprensa nesta manhã no Instituto Butantan, para anunciar nova liberação de doses da vacina CoronaVac ao Ministério da Saúde, Doria afirmou que a decisão foi tomada conjuntamente com o general João Campos, secretário de Segurança Pública do estado.

— Aqui no estado de São Paulo nos não teremos manifestações de policiais militares na ativa de ordem política. Não admitiremos nenhuma postura de indisciplina, como foi feita pelo coronel Aleksander. Agora ele está afastado da Polícia Militar a partir desta manhã.

O caso foi revelado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", segundo o qual o coronel fez publicações convocando seus "amigos" para manifestações de rua pró-governo. Ele também chamou Doria de "cepa indiana", o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), de "covarde", e o deputado Rodrigo Maia, nomeado para a secretaria de Projeções e Ações Estratégicas do Estado de São Paulo, de beneficiário de um esquema "mafioso", diz o jornal.

"A Policia Militar de São Paulo informa que o coronel Aleksander Toaldo Lacerda foi afastado preliminarmente das suas funções à frente do Comando de Policiamento do Interior-7. A Corregedoria da instituição, que e legalista e tem o dever e a missão de defender a Constituição e os valores democráticos do País nela expressos, analisa as manifestações recentes do oficial, que foi convocado ao Comando Geral para prestar esclarecimentos", diz nota assinada pelo comandante-geral da PM, coronel Fernando Alencar Medeiros.

Doria se recusou a responder por quanto tempo o coronel ficará afastado e quais as consequências da punição.

— A partir de agora quem responde é o coronel Camilo, que interinamente é o secretário de Segurança Pública, porque o general Campos está em férias. Deste tema, o que eu tinha que pronunciar já está pronunciado.

Especialistas em segurança pública consideram graves as manifestações políticas de policiais e militares na ativa, que se tornaram recorrentes durante o governo Bolsonaro. Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima escreveu em seu Twitter que o episódio é "perigoso demais" e cobrou medidas mais duras contra esse tipo de atitude. "O que fará a PM-SP para além de uma nota burocrática? O que está sendo feito para conter a radicalização dos quartéis?", escreveu ele.

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