Doria confirma desistência da eleição e anuncia volta ao setor privado

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O ex-governador João Doria anunciou na manhã desta segunda-feira que não vai mais disputar cargos eletivos nas eleições deste ano e voltará a se dedicar à iniciativa privada. Doria trabalhará no Conselho político do grupo Lead, do qual é um dos fundadores, mas sem receber salários.

— Eu vim para vida pública para ser um gestor. Não sou um profissional da política — declarou o ex-governador, garantindo seguir filiado ao PSDB:

— Não vou sair do Brasil. Continuarei aqui voltando para o setor privado de onde eu vim.

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Em tom emotivo, Doria fez um balanço de suas ações de governo e disse que não se arrependeu das medidas restritivas adotadas por seu governo na saúde, ainda que elas tenham custado sua popularidade. Ele defendeu o legado da Coronavac, desenvolvida no Brasil contra a Covid-19, e fez críticas ao "negacionismo" do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

— Se não tivéssemos iniciado a vacinação em janeiro de 2021, pelos algoritmos da ciência, mais de 300 mil brasileiros estariam mortos — disse Doria, que acrescentou sobre a queda na popularidade:

— Equivocados foram aqueles que não respeitaram a vida. Que nos ofenderam, nos emparedaram, mas nós trouxemos a vacina.

No mês passado, Doria desistiu de ser candidato à presidência da República pelo PSDB por falta de apoio político.

Doria voltou de uma viagem de descanso de uma semana aos Estados Unidos no início do mês. No dia 23 de maio, publicou nas suas redes sociais um “até breve”, e disse que estaria “sempre à disposição de lutar a guerra” quando fosse chamado. À época, a frase abriu margem dentro do partido para a leitura de que o ex-governador poderia ter feito um recuo estratégico para tentar voltar ao páreo mais à frente.

Doria desistiu de disputar o Palácio do Planalto após ser pressionado pela cúpula do PSDB. Ele chegou a ameaçar entrar na Justiça para manter sua candidatura, alegando ter vencido as prévias internas.

A estratégia dos dirigentes partidários era evitar que o embate se estendesse até a convenção partidária, entre julho e agosto. No discurso de desistência, Doria deixou claro que acabou enquadrado e disse que entendia “não ser a escolha da cúpula tucana”.

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