Doria coloca PSDB contra a parede e cria nova crise na 3ª via

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O presidente do PSDB, Bruno Araujo (à esquerda) o governador de São Paulo e pré-candidato presidencial João Doria, e o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (à direita) celebram o resultado da eleição prévia do partido que escolheu o candidato presidencial do PSDB em Brasília, em 27 de novembro de 2021. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
O presidente do PSDB, Bruno Araujo (à esquerda) o governador de São Paulo e pré-candidato presidencial João Doria, e o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (à direita) celebram o resultado da eleição prévia do partido que escolheu o candidato presidencial do PSDB em Brasília, em 27 de novembro de 2021. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

João Doria (PSDB), ex-governador de São Paulo, divulgou uma carta em que rejeita o critério de escolha do pré-candidato da chamada terceira via, e acusando a cúpula de seu partido de “golpe”.

Além de criar uma crise no ninho tucano, a carta aumentou também o impasse nas negociações com o MDB e o Cidadania para construção de uma chapa única para enfrentar o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em outubro.

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, convocou para terça-feira (17) uma reunião da executiva nacional do partido para discutir sobre o assunto.

O documento do ex-governador, escrito em papel timbrado com o logo de um escritório de advocacia, foi vista como uma ameaça de judicialização de uma discussão política e irritou a cúpula tucana.

Doria cobra respeito ao resultado das pesquisas realizadas pelo partido em novembro do ano passado, quando ele foi escolhido pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

A cúpula do PSDB manteve, na semana passada, o entendimento de que a construção da chapa única da terceira via deve ser definida com base em pesquisas quantitativas e qualitativas, cujos resultados serão apresentados na próxima quarta-feira (19).

No entanto, esse critério de escolha deixa Doria em posição de desvantagem, já que ele possui alta rejeição entre os eleitores. Por isso, aliados do tucano têm acusado Araújo de atuar em prol do nome da senadora Simone Tebet (MDB-MS).

Membros do MDB escolheram se abster desse embate tucano. Para eles, Doria já deixou claro querer disputar o Planalto de qualquer forma, e que ele só aceitaria compor com os demais partidos da terceira via se encabeçasse a chapa única.

Segundo pessoas próximas, a intenção de Araújo, é votar nesta terça se o PSDB vai aceitar o resultado das pesquisas da terceira via como critério para definir o nome que poderá encabeçar a futura chapa única.

Senadores e deputados federais da legenda devem participar da reunião executiva, que foi convocada por Araújo no sábado, após receber a carta de Doria. No comunicado, o presidente do PSDB lembrou que as negociações de uma aliança em torno de uma candidatura única da terceira via se iniciaram com “notória anuência do ex-governador”.

Doria, na mensagem ao presidente do partido, afirmou não concordar “com qualquer outra pesquisa de opinião” a não ser as prévias do PSDB e chamou os parâmetros adotados pelas siglas de desculpas “estapafúrdias”.

“Apesar de termos vencido legitimamente as prévias, as tentativas de golpe continuaram acontecendo. As desculpas para isso são as mais estapafúrdias, como, por exemplo, a de que estaríamos mal colocados nas pesquisas de opinião pública e com altos índices de rejeição, cinco meses antes das eleições” disse Doria no documento.

O ex-governador, para garantir a candidatura, declarou guerra ao partido e disse que caso seja preciso, pretende recorrer à Justiça, ele disse na carta que ir na contramão dos poderes outorgados pelo estatuto do PSDB constitui “abuso de poder, ato antijurídico, passível de correção pela via judicial”.

Todo o texto é acompanhado de menções à legislação brasileira e aos artigos do estatuto do PSDB.

Os tucanos acreditam que Doria não teria elementos para abrir esse embate nos tribunais agora. Apostam que o mais provável é que ele faça essa ofensiva em agosto, depois das convenções, caso sua candidatura não seja chancelada.

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