#Verificamos: É falso que Doria anunciou que crianças começarão a ser vacinadas na escola

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É falso que Doria anunciou que crianças começarão a ser vacinadas na escola - Foto: Reprodução
É falso que Doria anunciou que crianças começarão a ser vacinadas na escola - Foto: Reprodução

por NATHÁLIA AFONSO

Circula pelo WhatsApp um tuíte supostamente publicado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O governador teria informado que, com o início das aulas presenciais na rede pública, o estado iria começar a vacinar as crianças dentro de sala de aula. Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​:

É falso que Doria anunciou que crianças começarão a ser vacinadas na escola - Foto: Reprodução
É falso que Doria anunciou que crianças começarão a ser vacinadas na escola - Foto: Reprodução

“Como início da aulas presenciais (sic) na rede pública apartir de fevereiro, iremos vacinas as crianças dentro de sala de aula, será uma forma de garantir a imunização das crianças do estado de São Paulo com a vacina do consórcio CoronaVach/Butantã. Apenas de críticas de pessoas desinformadas, a imunização será iniciada. É São Paulo salvando vidas”

Tuíte atribuído ao governador de São Paulo, João Doria, que circula pelo Whatsapp

FALSO

O tuíte analisado pela Lupa não foi publicado pelo governador de São Paulo, João Doria. Desde o último domingo (17), quando a Anvisa aprovou o uso emergencial da Coronavac no Brasil, Doria vem publicado diariamente em suas redes sociais os planos de vacinação para o estado. Contudo, em nenhum momento ele falou sobre a vacinação de crianças para a retomada das aulas em fevereiro. Também não há nenhum registro dessa declaração no cache do Google. Além disso, o texto está em itálico, algo que só é possível no Twitter utilizando ferramentas específicas, e contém diversos erros de grafia, como “Coronavach” e “apartir” .

A assessoria de imprensa do governo de São Paulo informou, em nota, que o texto não foi publicado pelo governador e que são falsas as informações que constam na imagem.

A campanha de vacinação contra o novo coronavírus em São Paulo começou no dia 17 de janeiro, após a Anvisa aprovar o uso da Coronavac. Atualmente, essas vacinas são destinadas a profissionais de saúde, indígenas e quilombolas. Segundo a assessoria, a campanha será desenvolvida conforme a disponibilidade das remessas do Ministério da Saúde. “À medida que o órgão federal viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação contra a COVID-19 serão divulgados pelo Governo de São Paulo”, disse.

Atualmente, o estudo de vacinas contra o novo coronavírus em menores de 18 anos ainda não foi concluído e, por essa razão, é contraindicado que esse grupo participe da imunização neste momento. Em seu site, o Instituto Butantan afirma que crianças e grávidas participarão de novos estudos da entidade em breve.

Mesmo sem vacina para as crianças, as autoridades de São Paulo já têm planos para o retorno à escola. No dia 13 de janeiro, o governo apresentou o programa de volta às aulas na rede estadual, que deverá acontecer no dia 1º de fevereiro. Na ocasião, o Secretário da Educação, Rossieli Soares, afirmou que, atualmente, “a ciência nos mostra que o espaço escolar é seguro desde que realizemos todos os protocolos corretamente. Como Governo do Estado, estamos seguindo a ciência e junto com as prefeituras, vamos avançar para priorizar cada vez mais a educação, abrindo nossas escolas para todos os estudantes”.

Segundo a assessoria, nas duas primeiras semanas, as escolas receberão até 35% de sua capacidade de alunos por dia. Informaram ainda que a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo adquiriu e distribuiu insumos que ajudam na prevenção contra o novo coronavírus como máscaras de tecido, face shields, termômetros a laser e álcool gel.

Atualmente, o Plano de São Paulo disponibiliza dois protocolos específicos para educação. Eles falam sobre as recomendações para distanciamento social, higiene pessoal e de ambientes, comunicação e monitoramento das ações. O documento detalha ainda medidas que precisam ser tomadas dependendo de cada nível de ensino (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e ensino superior, profissional e complementar).

Esta‌ ‌verificação ‌foi sugerida por leitores através do WhatsApp da Lupa. Caso tenha alguma sugestão de verificação, entre em contato conosco pelo número +55 21 99193-3751.

Editado por: Chico Marés

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