Doria critica Bolsonaro e diz que presidente adota 'administração por WhatsApp'

Eliane Oliveira
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB)

O governador de São Paulo, João Doria, voltou a criticar, nesta quarta-feira, o distanciamento do presidente Jair Bolsonaro dos chefes dos executivos estaduais. Doria reforçou o convite feito a Bolsonaro, para que ele participe do Fórum de Governadores, logo após o Carnaval, e afirmou que o presidente da República governa pelo aplicativo WhatsApp.

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— Não posso compreender como administrar o Brasil sem conversar com os governadores, sem dialogar e compreender as suas necessidades. São os governadores que fazem a capilaridade junto aos municípios, nos seus estados. Não conheço administração por WhatsApp. Pode ser uma inovação do presidente Bolsonaro, mas eu não conheço eficiência se não houver diálogo e entendimento — afirmou Doria, após se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

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— O que propomos é o diálogo. Se Bolsonaro aceitar o convite, será muito bem recebido — acrescentou.

Há alguns dias, Bolsonaro deu declarações que irritaram os governadores. Em uma delas, o presidente afirmou que o governo federal reduziria os impostos sobre combustíveis, se os estados diminuíssem o ICMS sobre esses produtos, para permitir a queda dos preços cobrados ao consumidor. Em outra, disse que a morte do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega foi causada pela Polícia Militar da Bahia, governada pelo petista Rui Costa. Como reação, vinte governadores assinaram uma carta criticando Bolsonaro.

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João Doria disse ainda que, nesta tarde, pedirá R$ 350 milhões ao governo federal, para financiar projetos de apoio e prevenção ao estado, que junto com Rio de Janeiro e Minas Gerais foi fortemente atingido pelas chuvas. A solicitação será feita em uma reunião com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Disse que, assim como a União fez com Minas Gerais - governado por Romeu Zema (Novo) — ao repassar R$ 1 bilhão a fundo perdido, São Paulo quer o mesmo tratamento.

— Estamos indo a Rogério Marinho republicanamente, serenamente, para pedir R$ 350 milhões para a execução de projetos que já estão prontos. O dinheiro é a fundo perdido. São Paulo contribui substancialmente com seus impostos para o governo federal. Está na hora de o governo federal contribuir com São Paulo — afirmou Doria.