Doria critica projeto que restringe poder dos governadores sobre as polícias estaduais

Ana Letícia Leão
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Divulgação / Governo de SP

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou nesta segunda-feira o projeto de lei, em tramitação na Câmara dos Deputados, que restringe o poder dos chefes dos Executivos estaduais sobre as forças policiais dos estados. Ao dizer que era "radicalmente contra", o tucano afirmou que a ideia é de quem "gosta de cheiro de pólvora".

— Já transmitimos, inclusive aos nossos líderes em Brasília, na Câmara e no Senado, a posição contrária a essa proposta que veio do Legislativo, mas inspirada no Palácio do Planalto, nessa visão de quem gosta de cheiro de pólvora, que é o presidente Jair Bolsonaro — disse o governador de SP.

O projeto sugere mudanças nas estruturas das polícias, como a criação da patente de general para a Polícia Militar — hoje exclusiva das Forças Armadas — e de conselhos policiais nacionais ligados à União, no caso da Polícia Civil.

Além disso, também propõe mandato de dois anos para comandantes e delegados gerais, permitindo também condições para exoneração antes do prazo. A nova proposta, defendida por aliados do governo federal, limita o controle político dos governadores sobre as polícias.

Doria afirmou, ainda, que no grupos de mensagens que mantém com governadores, a maioria também se posiciona contrária às novas propostas.

— Qual a razão disso, se historicamente as polícias militares e civil sempre atenderam, dentro da hierarquia, a orientações dos governos estaduais? Não há nenhuma razão que justifique, exceto a militarização desejada pelo presidente Jair Bolsonaro para intimidar governadores através da força policial.