Coronavírus: Doria culpa Bolsonaro por queda das taxas de isolamento social em SP

Silvia Amorim
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São Paulo (SP), 27/04/2020 - Doria anuncia 100 novos leitos no HC - O Governador do Estado de São Paulo, João Doria anuncia durante coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (27), mais 100 novos leitos no Hospital das Clínicas, para atender pacientes com o novo coronavirus (covid-19). Informou também que a taxa de isolamento social chegou a 58% no domingo (26). (Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Agência O Globo) São Paulo
São Paulo (SP), 27/04/2020 - Doria anuncia 100 novos leitos no HC - O Governador do Estado de São Paulo, João Doria anuncia durante coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (27), mais 100 novos leitos no Hospital das Clínicas, para atender pacientes com o novo coronavirus (covid-19). Informou também que a taxa de isolamento social chegou a 58% no domingo (26). (Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Agência O Globo) São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria, responsabilizou nesta quarta-feira o presidente Jair Bolsonaro pelo recorrente registro de taxas de isolamento social abaixo de 50% em regiões do estado. Ele disse que Bolsonaro tem tido uma "conduta errática" e dado "péssimo exemplo" à população quanto às medidas de enfrentamento ao novo coronavírus.

“O que tem estimulado lamentavelmente o relaxamento das pessoas é a conduta errática do presidente da República que, dando maus exemplos todos os finais de semana, sai para fazer passeios na Esplanada ou em cidades satélites de Brasília negando a ciência, a orientação do isolamento e dando um péssimo exemplo aos brasileiros. Esse sim é o contraponto que influencia negativamente a opinião pública”, afirmou Doria.

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Nos últimos dez dias, a taxa de isolamento da cidade de São Paulo, epicentro da pandemia, ficou entre 47% e 48% por seis vezes. Doria repetiu nesta quarta-feira que não será possível flexibilizar as regras do distanciamento social se os indicadores continuarem abaixo de 50%.

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Em entrevista à imprensa nesta tarde, o governador foi perguntado se o anúncio do governo estadual em abril de que a quarentena poderia ser relaxada para algumas regiões do estado a partir de maio não havia levado à queda de adesão ao isolamento social. Ele negou.

“Quando nós avaliamos naquele momento, deixamos claro que a perspectiva de qualquer flexibilização dependeria do comportamento das pessoas no isolamento, da disponibilidade de leitos e do comportamento do coronavírus na infectabilidade e mortandade. Isso não favoreceu nem estimulou nenhum tipo de relaxamento.”

Na próxima sexta-feira, o governador anunciará medidas sobre a quarentena no estado. O decreto em vigor hoje vence no próximo dia 10. Em abril, o governo estadual apresentou um plano para reabertura econômica no estado. A proposta anunciada previa uma flexibilização regional e gradual.

Nesta quarta-feira, Doria foi perguntado diversas vezes sobre quais medidas serão anunciadas mas não antecipou nenhuma delas.

Na capital paulista, o prefeito Bruno Covas já disse que não haverá redução do isolamento social, que ficou em 48% nesta terça-feira.

O estado de São Paulo tem 37.853 casos confirmados de Covid-19 e 3.045 mortes. A taxa de ocupação de leitos em UTIs é de 67% e 86%, respectivamente, no estado e na região metropolitana de São Paulo.