Doria destaca que PSDB é oposição ao governo "negacionista” e “incompetente” de Bolsonaro

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The Governor of Sao Paulo, João Doria (PSDB), during the inauguration of the Defense Police Station and the Women's Reference Center in Franca, Sao Paulo, Brazil, on 26 November 2019. (Photo by Igor Do Vale/NurPhoto via Getty Images)
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) (Photo by Igor Do Vale/NurPhoto via Getty Images)

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou nesta quarta-feira (10) que o PSDB é oposição ao governo “negacionista” e “incompetente” de Jair Bolsonaro e que fez questão de deixar isso claro no jantar de ontem com o presidente do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto.

"A pauta principal e primordial que me ative nesse jantar foi a decisão do PSDB de ser um partido de oposição do governo Jair Bolsonaro. Um governo negacionista, fracionista, extremista e incompetente de Jair Bolsonaro", destacou.

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"Como governador, eu validei essa posição previamente com o FHC [Fernando Henrique Cardoso], presidente de honra do PSDB. E fiz a defesa dessa posição: o PSDB não pode ser um partido vacilante, tem que ser um partido de decisões e posições claras, um partido com lado, e ao lado do povo, da população. E não ao lado do governo errático de Jair Bolsonaro", acrescentou.

Doria aproveitou ainda para alfinetar o deputado federal Aecio Neves (PSDB-MG), que articulou o apoio de parlamentares tucanos a Arthur Lira (PP-AL), favorito de Bolsonaro, na disputa pela presidência da Câmara.

"Portanto, a partir de agora, o PSDB é um partido de oposição ao governo Bolsonaro. Por decisão dos seus líderes, por decisão do preside de honra do FHC, e por uma circunstância politica onde não faz o menor sentido o Partido da Social Democracia Brasileira ser condescendente, aderente, adesista ao presidente Jair Bolsonaro. Isso já nos custou votos na eleição da Câmara, onde alguns deputados do PSDB, liderados por Aecio, votaram no candidato de Bolsonaro, Arthur Lira", defendeu.

Inicialmente, o PSDB fechou apoio a Baleia Rossi (MDB-SP), candidato apoiado por Rodrigo Maia (DEM-RJ), ex-presidente da Casa. Mas, por pressão de Aecio, a bancada foi liberada.

Doria agora está pressionando pela saída do mineiro do partido e deu um ultimato.

“Ou Aecio se conforma [em ser oposição ao governo] e fica no PSDB ou acha algum lugar para aderir ao bolsonarismo", disse o governador tucano.

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