Doria determina o fechamento de shoppings em São Paulo por causa da crise do coronavírus

Ana Letícia Leão
Shopping Pátio Higienópolis

SÃO PAULO - Todos os shoppings da região metropolitana de São Paulo devem ser fechados gradualmente, até o dia 23 deste mês, por determinação do governo de São Paulo, em meio à epidemia pelo novo coronavírus. A medida foi anunciada nesta quarta pelo governador João Doria, que informou ainda que o fechamento será mantido até o dia 30 de abril.

Segundo Doria, a ação foi tomada por razões sanitárias e proteção de funcionários, profissionais e clientes.

– São medidas preventivas que estamos tomando em relação ao comércio, neste momento exclusivas para shopping centers de pequeno, médio e grande porte na capital e região metropolitana de São Paulo. Não se aplica a shoppings do interior e litoral de SP neste momento – diz Doria, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

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A decisão foi anunciada em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

– Não há razão pânico e correria, mas sim de gestão e administração. São medidas preventivas em relação ao comércio, exclusivamente para shoppings centers, de pequeno, médio e grande porte – declarou.

Academias de ginástica na região metropolitana de São Paulo também devem ter as suas operações encerradas até o próximo domingo, dia 22.

Doria ainda fez um alerta aos idosos, grupo de maior risco para o coronavírus.

– Pessoas com mais de 60 anos: não saiam de suas casas, mesmo diante de necessidades de abastecimento. Utilizem serviços de delivery, ou recorram a algum parente, ou vizinho. A recomendação é enfática. Não saiam de suas casas, fiquem em casa.

Outras medidas anunciadas pelo governo de São Paulo são a entrega de medicamentos de alto custo para 300 mil pacientes do estado, e parcerias com farmácias da região metropolitana. Segundo Doria, até mil farmácias na capital e Grande São Paulo oferecerão a vacina contra a gripe a partir do dia 13 de abril.

– São medicamentos exatamente para aquelas patologias crônicas e severas, onde idosos estão mais presentes. Eles vão à farmácia mês a mês e recebem a medicação. Mas, em função da nossa epidemia, estaremos acumulando essa entrega de três em três meses para que não precisem vir à farmácia mensalmente e evitar essa aglomeração – explica o secretário de estado da Saúde, José Henrique Germann.

A campanha oficial do Ministério da Saúde começa antes, no dia 23 de março, quando postos de saúde iniciarão a imunização. Embora a vacina não ofereça imunidade ao novo coronavírus, ela previne a infecção por outros vírus respiratórios, entre eles H1N1.