Doria diz que não permitirá ato da oposição no 7 de Setembro; Bolsonaro participará de ato na Avenida Paulista

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Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
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  • Bolsonaro e apoiadores farão ato na Avenida Paulista no próximo dia 7

  • João Doria, agora desafeto do presidente, afirmou que permitir ato de opositores poria integridade física de manifestantes em risco

  • Tucano afirmou que atos de opositores em todo o estado serão vetados

O governador João Doria (PSDB) disse nesta quinta-feira (26) que a Secretaria da Segurança Pública do Estado vetou a realização no 7 de Setembro de atos contra Jair Bolsonaro na capital paulista. Segundo ele, por razões de segurança, só será permitido o ato favorável ao presidente. 

Com isso, a manifestação contrária, prevista para ocorrer no vale do Anhangabaú, fica impedida de ser realizada pela Campanha Nacional Fora Bolsonaro, fórum de partidos, movimentos sociais e centrais sindicais que fazem oposição ao governo e realizou desde março quatro mobilizações. 

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Bolsonaristas farão ato no dia 7 na avenida Paulista, com a presença anunciada do presidente e de apoiadores. A via também era o local para onde estava previsto inicialmente o protesto da oposição, mas a Polícia Militar decidiu que, pela alternância no uso da avenida, a vez é dos apoiadores do governo. 

Segundo Doria, a SSP (Secretaria da Segurança Pública do Estado) já decidiu por uma resposta negativa à marcha da oposição. Líderes da Campanha Fora Bolsonaro dizem que a PM já foi notificada e que ainda não receberam uma resposta formal. 

"A Secretaria de Segurança Pública tomou a decisão, no Conselho de Segurança Pública, de administrar as duas manifestações, respeitando ambas. As manifestações são democráticas [...]. Só não há conveniência de que grupos antagonistas se manifestem no mesmo dia, ainda que em locais diferentes", disse o governador. 

Tucano alega risco a "segurança dos manifestantes"

O tucano, que também faz oposição a Bolsonaro, argumentou que a realização de manifestações simultâneas "põe em risco a segurança dos manifestantes" e "divide o esforço de segurança pública", já que o aparato da PM teria que ser mobilizado na ocasião para acompanhar os dois atos. 

Brazil's Sao Paulo state governor Joao Doria, wearing a protective mask, gestures during an interview with Reuters at Palacio dos Bandeirantes, the seat of the Sao Paulo State Government in Sao Paulo, Brazil April 20, 2021. Picture taken April 20, 2021. REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

Doria afirmou que a SSP vetará a utilização de qualquer área, "não só na capital, mas também no estado de São Paulo", para manifestações contrárias a Bolsonaro no dia 7. 

Ele voltou a falar que a data para atos críticos ao presidente na avenida Paulista é 12 de setembro. Para esse dia está marcado um protesto capitaneado por MBL (Movimento Brasil Livre), VPR (Vem Pra Rua) e líderes de partidos como Novo e PSL. 

A iniciativa, ligada a setores da direita, também expressará apoio a uma terceira via para as eleições de 2022 —Doria busca se colocar como o presidenciável do PSDB e ocupar esse espaço. 

A informação de que a SSP não daria aval à realização do ato contra Bolsonaro no Dia da Independência foi repassada informalmente nesta quarta-feira (26) a porta-vozes da Campanha Fora Bolsonaro. No mesmo dia, o grupo anunciou que desistiria de disputar a Paulista e migraria para o Anhangabaú. 

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