Doria faz ataques a Aécio Neves: ‘covarde’ e ‘pária dentro do PSDB’

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SAO PAULO, BRAZIL - OCTOBER 02: The mayoral candidate of the Brazilian Social Democracy Party (PSDB), Joao Doria (C) accompanies the governor Geraldo Alckmin (not seen) after his casts his vote during the first round of municipal elections at Santo Americo School in Sao Paulo, Brazil on October 02, 2016.
 (Photo by Dario Oliveira/Anadolu Agency/Getty Images)
Foto: Dario Oliveira/Anadolu Agency/Getty Images
  • Comentários foram feitos em entrevista ao programa Roda Viva

  • Para governador, mineiro deve ser afastado do partido por corrupção

  • Paulista também falou sobre manifestação de 7 de setembro

Em sua participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira (23), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), não se conteve ao tecer críticas ao deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG). Ao comentar a votação da PEC do voto impresso na Câmara, Doria chamou o colega de partido de “covarde” e “pária dentro do PSDB”.

O governador, que irá disputar em novembro a prévia que escolherá o candidato de seu partido à Presidência da República, ainda defendeu o afastamento de Aécio por conta das denúncias de corrupção pelas quais responde.

“Aécio Neves tem a síndrome da derrota. E começou a sua pior derrota naquele triste telefonema para um empresário aqui de São Paulo pedindo propina. Eu entendo que pessoas que pedem propina a empresário do meu partido deveriam se afastar”, disse.

Doria se referia a um caso de 2017, quando a Procuradoria-Geral da República recebeu do empresário Joesley Batista, da JBS, uma gravação de um diálogo em que Aécio lhe pedia R$ 2 milhões.

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Está não é a primeira vez que o paulista pede afastamento do deputado ao partido, que rejeitou a proposta.

“Antes que o partido pedisse a sua expulsão, ele deveria ter a dignidade de se afastar do PSDB. Faça a sua defesa. Se for inocentado, volta”, opinou o governador.

Para Doria, essa atitude de Aécio é comparável a sua abstenção na votação da PEC do voto impresso.

“Ele não teve essa grandeza [de se afastar] e não teve a grandeza agora, porque trabalhou a sua bancada, se é que podemos chamar assim, para votar a favor de Bolsonaro contra a democracia. E na hora do vamos ver, se absteve. Foi um covarde mais uma vez”, criticou.

Recentemente, Aécio afirmou que se Doria for candidato à presidência, levará o partido ao isolamento e diminuirá a legenda. Sobre isso, o governador afirmou que o colega não tem autoridade para falar sobre o tema.

“Que autoridade tem Aécio Neves para falar isso? Nenhuma. Ele é um pária dentro do PSDB e tem a síndrome da derrota. Terei o prazer de vencer aqueles que pensam como Aécio Neves e dever de estar ao lado dos que defendem o PSDB como Fernando Henrique Cardoso”, atacou.

Governador também falou do presidente Bolsonaro

Doria aproveitou também de acusar Aécio de se aliar a Bolsonaro.

“Não me entreguei a Bolsonaro. Não faço acordos com Bolsonaro, não me reúno no Palácio da Alvorada, nem no Palácio do Planalto com o presidente Bolsonaro como faz Aécio Neves. Não negocio emendas na calada da noite com Bolsonaro para defendê-lo depois na Câmara. Eu apenas lamento que ele esteja no mesmo partido do que eu”, declarou.

Sobre as manifestações marcadas para o dia 7 de setembro em apoio ao presidente, Doria afirmou que a inteligência da polícia de São Paulo identificou riscos de ataques a prédios públicos de Brasília, a partir do monitoramento de redes sociais.

Doria ainda opinou que Bolsonaro não aceitará se reunir com governadores para tentar diminuir a tensão entre os poderes, proposta apresentada pelos chefes dos executivos estaduais nesta segunda-feira.

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