Doria pede 'senso de urgência' para liberação da CoronaVac

O Globo
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SÃO PAULO - João Doria, governador de São Paulo, pediu neste domingo (10) "senso de urgência da Anvisa para liberação da vacina do Butantan". A mensagem, publicada pela manhã em suas redes sociais, vem um dia após a agência solicitar mais dados sobre os testes realizados com a CoronaVac, imunizante contra o coronavírus desenvolvido por laboratório chinês em parceria com o instituto paulista.

"Ritos da ciência devem ser respeitados, mas devemos lembrar que o Brasil perde cerca de mil vidas/dia para a Covid-19. Com a liberação da Anvisa, milhões de vacinas que já estão prontas poderão salvar vidas", escreveu em seguida. Segundo o plano de Doria, a vacinação com a CoronaVac em São Paulo deve começar em 25 de janeiro. A data é simbólica por ser a do aniversário da capital paulista.

O pedido de uso emergencial da CoronaVac foi entregue na sexta-feira (8). Na mesma data, a Fiocruz formalizou solicitação semelhante para a vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford, principal aposta do governo federal.

A submissão da documentação ocorreu no dia seguinte à apresentação do percentual de eficácia da CoronaVac nos estudos com voluntários no Brasil. Segundo o Butantan, a vacina alcançou 78% de eficácia por aqui. Os cientistas, no entanto, não divulgaram informações sobre a eficácia global do imunizante.

No sábado, seguindo o prazo de 24 horas estipulado para uma avaliação prévia dos documentos, a Anvisa apontou que a documentação do Butantan precisa de mais seis tipos de dados (entenda quais são eles). Os papéis da Fiocruz, em contraste, foram considerados suficientes para o processo continuar.

Após esse aval inicial da documentação, a Anvisa estima que a resposta, liberando ou não o uso emergencial das vacinas, deva sair dentro de dez dias.