Doria promete 4 milhões de vacinas contra coronavírus para outros estados: “Vamos ajudar o Brasil a voltar ao normal”

Anita Efraim
·2 minuto de leitura
João Doria, (PSDB) Governor of São Paulo, during a press conference on measures to combat the Coronavirus, (COVID-19) this Wednesday, September 23, 2020 at the Palácio dos Bandeirantes in Sao Paulo, Brazil. During the press conference, Governor João Doria spoke about the veto of the public returning to football stadiums in São Paulo and about the CoronaVac vaccine. (Photo: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
Anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, João Doria, nesta segunda-feira, 7 (Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA via AP Images)

O governador João Doria (PSDB) garantiu que, a partir de 25 de janeiro, ajudará outros estados do país e cederá 4 milhões de doses de vacina contra o coronavírus. A partir deste dia, começará a vacinação no estado. Segundo Doria, os estados interessados terão de fazer um pedido ao governo de São Paulo.

As imunizações disponibilizadas nesta data servirão para imunizar os profissionais da saúde, que são prioridade no plano de vacinação anunciado pelo governo paulista nesta segunda-feira, 7. A CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês SinoVac é aplicada em duas doses.

Doria ainda se posicionou contra uma “guerra ideológica”, criticando de forma indireta o presidente Jair Bolsonaro, que vetou a compra da CoroVac pelo governo federal.

“Vamos ajudar São Paulo, vamos ajudar o Brasil a volta ao normal”, disse Doria durante a coletiva em que anunciou o plano de vacinação. Até o momento, oito estados já solicitadas doses da CoronaVac.

Leia também

A vacinação em São Paulo será gratuita. A prioridade é para profissionais da Saúde, indígenas e quilombolas, em seguida, serão vacinadas pessoas de 75 anos ou mais. É necessário um período de 21 dias entre a aplicação das doses.

Apesar do anúncio feito por João Doria, a vacina produzida pelo Butantan ainda não tem autorização da Anvisa para ser utilizada no Brasil. Na última sexta-feira, 4, a agência reguladora anunciou que acabou a inspeção nas fábricas da SinoVac e disse que o resultado sairia até a primeira semana de janeiro.

O governo de São Paulo divulgou que a CoronaVac atingiu o número mínimo de voluntários infectados nos testes clínicos da fase 3. Entre os 13 mil voluntários, apenas 74 contraíram a doença. Os dados foram anunciados pelo Butantan, mas ainda não há publicações científicas sobre eles.