Doria dará detalhes sobre flexibilização da quarentena em 8 de maio

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(Foto: Getty Images)
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou em entrevista à Folha de S.Paulo que os detalhes da flexibilização da quarentena no Estado em razão do novo coronavírus só irá acontecer em 8 de maio. O início das novas medidas está previsto para 11 de maio.

“Primeiro, vamos medir o isolamento. se a população está respondendo bem. Até aqui diria que, na média, sim. Mas é importante que ela continue para alicerçar este programa que virá depois da quarentena, após 10 de maio.”

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Outro ponto a ser estudado para o relaxamento da quarentena é analisar nas próximas semanas é quantas pessoas estarão infectadas e quantas morrerão. Também ficará no radar a capacidade de atendimento e suporte da saúde pública e privada.

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O governador pontuou que o isolamento em São Paulo foi um dos mais brandos implementados pelos Estados. “Toda fábrica de qualquer produto está aberta e em funcionamento, não apenas as de alimentos e produtos de limpeza”, pontuou.

O tucano voltou a dizer que “não há economia que possa sobreviver a um saldo de mortes, em que pessoas padecem, sofrem, perdem vidas, amigos que se vão, familiares que são sepultados, a um cenário macabro”.

Doria também admitiu que se arrependeu em ter votado em Bolsonaro nas eleições de 2018 e criticou o comportamento do presidente durante a pandemia do novo coronavírus. “Por ser candidato, eu tinha que ter um lado, que não poderia ser o do nulo ou em branco. Nunca fiz isso. Mas não tinha a perspectiva de ter um presidente que pudesse vir a ter comportamentos tão irresponsáveis, tão distantes da verdade, tão condenáveis sobretudo numa situação de pandemia como essa. Há quatro mandatários assim. Três são ditadores e o outro foi o presidente Jair Bolsonaro, que felizmente não conseguiu implementar a sua irresponsabilidade, pois os 27 governadores dos estados tiveram uma posição oposta e defenderam a vida”, disse.