Base de Doria recua e CPI da Prevent Senior perde força em São Paulo

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·3 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 21.10.2020 - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 21.10.2020 - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Perdeu força na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) a possibilidade de instalação célere de uma CPI que investigue a operadora de saúde Prevent Senior. Depois uma rápida busca de assinaturas, deputados estaduais da base do governo João Doria (PSDB) recuaram.

A ordem é priorizar discussões da reforma administrativa proposta pelo governador, considerado um tema sensível e que trará desgastes e resistências de setores ligados ao funcionalismo estadual.

O governo Doria tenta aprovar a medida com celeridade e antes que o governo Jair Bolsonaro obtenha vitória em reforma similar no Congresso. O tucano quer ser adversário do presidente em 2022 e essas mudanças seriam bandeira de campanha.

Deputados veem as maiores dificuldades em avançar nas discussões sobre a CPI da Prevent justamente entre os parlamentares que transitam entre o apoio a Bolsonaro e Doria, especialmente os evangélicos.

Além disso, a CPI da Prevent Senior sofre forte oposição da base bolsonarista na Assembleia, que também apresentou um pedido de investigação sobre os gastos com publicidade de Doria.

Há ainda preocupação de que ela vire um palanque político contra o governador e pressão da empresa contra deputados. Funcionários da Prevent têm feito protestos constantes em frente à Alesp.

"É um claro boicote do governo Doria. Eles estavam a favor e recuaram", diz Carlos Giannazi (PSOL), da oposição. ​O líder da minoria, José Américo (PT), afirma que a votação da reforma não impede a urgência da CPI. "Já se esgotou o tempo [regimental] de discussão da reforma, agora é só votar", afirma.

Na Câmara Muncipal, já tramita outra comissão de inquérito a respeito do mesmo tema.

O clima de recuo é oposto ao do fim do mês passado, quando o pedido de instalação da comissão uniu petistas e tucanos. Pouco depois, parte da bancada de apoio ao governo não compareceu à votação de urgência sobre a instalação da CPI, no último dia 6.

O tema só deve voltar a ser rediscutido na reunião de líderes na segunda-feira (18), mas ainda há indefinição de que a urgência seja colocada novamente em pauta.

"Cada bancada tem tomado a sua decisão, mas essa CPI não é uma pauta do governo", diz Vinicius Camarinha (PSB), líder do governo na Assembleia de SP. "Isso não significa que o governo é a favor ou contra —eu pessoalmente sou a favor—, mas não há uma mobilização da liderança para isso."

A Prevent tornou-se alvo da CPI da Covid no Senado depois que um grupo de médicos elaborou dossiê no qual denunciam que a Prevent usava seus hospitais como laboratórios para estudos com a hidroxicloroquina e outros medicamentos do chamado “kit Covid”.

A ideia de criar uma CPI na Assembleia Legislativa partiu do deputado Paulo Fiorilo (PT) e a urgência em sua tramitação foi apoiada pelo presidente da Casa, Carlão Pignatari (PSDB).

No entanto, como já há outras cinco CPIs —número máximo— protocoladas para tramitar neste semestre na Assembleia, é necessário que o plenário aprove um projeto para a instalação de uma sexta comissão investigativa. Para que esse projeto tramite rápido e não passe por comissões, a Alesp deve aprovar a sua urgência.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos