Doria volta à iniciativa privada e descarta cargo político em 2022

Ex-governador de São Paulo João Doria (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Ex-governador de São Paulo João Doria (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) anunciou nesta segunda-feira (13) que não irá concorrer a nenhum cargo político neste ano e que irá retornar para a iniciativa privada. Além disso, afirmou que continuará no PSDB.

Segundo informações do portal Metrópoles, o tucano irá participar do conselho do LIDE, instituição que faz parte do Grupo Doria —ele é um dos fundadores.

“Volto pro setor privado, orgulhoso do trabalho que realizamos, daquilo que fizemos, pelas vidas que foram salvas. Vivi seis anos na vida pública, não tenho uma longa trajetória na política, mas ela foi intensa. Tomei a decisão de deixar a minha postulação, ainda que legitimada pelas previas, mas isso não me coloca em antagonismo com o PSDB, não me desfilei, continuo no PSDB”, disse em um hotel na Bela Vista, em São Paulo.

Doria abandonou o governo estadual em março para concorrer à Presidência da República nas eleições deste ano. Apesar disso, ele e o partido viviam embates envolvendo a definição de um nome para concorrer ao Planalto e, por isso, desistiu de ser candidato a presidente.

"Hoje entendo que não sou a alternativa da cúpula do PSDB e aceito essa decisão de cabeça erguida. Me retiro de coração partido, mas com a alma leve. Com a sensação inequívoca de dever cumprido. Saio com sentimento de gratidão e a certeza de que tudo que fiz foi em benefício de um ideal coletivo", falou ele em pronunciamento no dia 23 de maio.

Na semana passada, o PSDB confirmou que vai apoiar Simone Tebet (MDB) à Presidência da República. Foi feita uma votação interna e, após o resultado, o anúncio foi feito nas redes sociais da legenda.

“O partido segue firme e convicto na construção de uma alternativa a Lula e Bolsonaro por um país mais próspero e unido”, afirmou o partido em nota. A oficialização ficou por conta da Executiva Nacional do PSDB que, agora, se soma ao MDB e ao Cidadania no apoio a Tebet.

Após a decisão, a pré-candidata celebrou a decisão. “Este é um reencontro do centro democrático não agendado pela história, mas exigido por ela. No passado, democracia, cidadania, justiça social. Hoje, pelos mesmos valores e com a mesma urgência, unimos forças por um Brasil sem fome e sem miséria”, afirmou.

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