Doria volta a falar em revacinação contra a Covid em 2022

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***ARQUIVO***SÃO PAULO/ SP, BRASIL,  12.04.2021-O   governador João Doria, e o Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, acompanham nesta segunda-feira (12), às 8h, a liberação de um novo lote de doses da vacina do Instituto Butantan contra o coronavírus ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde.Coronavirus o COVID-19.  (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO/ SP, BRASIL, 12.04.2021-O governador João Doria, e o Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, acompanham nesta segunda-feira (12), às 8h, a liberação de um novo lote de doses da vacina do Instituto Butantan contra o coronavírus ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde.Coronavirus o COVID-19. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), falou novamente sobre a revacinacão da população contra Covid-19 na manhã desta quarta-feira (14).

“O que mencionei é aquilo que eu aprendi com os médicos infectologistas e epidemiologistas, que a partir de agora todos os anos teremos que nos vacinar contra a Covid-19, assim como nos vacinamos contra a gripe.”

Especialistas ouvidos pela reportagem, porém, dizem que ainda é cedo para se falar em data de revacinação da população.

É a segunda vez em menos de uma semana que o governador cita a revacinação da população. No último domingo (11), ele afirmou que o país deverá iniciar um novo ciclo de vacinação em janeiro.

“A partir de janeiro do ano que vem, o Brasil, através do Ministério da Saúde, do Plano Nacional de Imunização, deverá iniciar um novo ciclo de vacinação de 2022. O de 2021 estará encerrado, e eu espero que o Ministério da Saúde cumpra o seu dever, eu estou otimista nesse sentido”, disse.

A fala ocorreu nesta quarta, no Instituto Butantan, quando o governo estadual e o instituto realizaram a entrega de 800 mil doses de Coronavac ao PNI (Plano Nacional de Imunização). A expectativa é que nesta quinta (15), sejam entregues mais 200 mil, totalizando 1 milhão.

Com isso, serão entregues 54,1 milhões de doses ao Ministério da Saúde, pouco mais da metade das 100 milhões de doses encomendadas pelo governo federal.

As entregas desta quarta-feira fazem parte de um lote de 10 milhões de doses que o Butantan começa a entregar ao PNI este mês.

Doria também reafirmou o compromisso de antecipar a entrega do total de 100 milhões doses previstas em contrato com o governo federal. O prazo inicial contava com as entregas até o dia 30 de setembro, mas o governador afirmou que as doses estarão disponíveis no fim de agosto.

“Ao longo deste próximo mês de agosto vamos completar 100 milhões de doses da vacina do Butantan, um mês antes do prazo contratado que era 30 de setembro.”

O secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, prevê a necessidade de um reforço anual das vacinas contra a Covid-19.

"Nós entendemos que o coronavírus veio para ficar. Assim em 2009 o H1N1, que foi o vírus da gripe, também veio e ficou, anualmente nós precisamos fazer uma dose adicional. Normalmente assim é feito, anualmente", disse.

A mesma previsão foi feita pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, no último domingo, quando disse que há a perspectiva de um reforço anual da imunização “enquanto nós tivermos circulação viral”.

Também está sendo desenvolvida pelo Butantan a Butanvac, uma vacina contra a Covid-19 que recebeu a autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser aplicada nos testes com voluntários no último dia 7.

Covas afirmou também que uma versão da Butanvac e da Coronavac contra a variante gama (p.1) está sendo desenvolvida, e estará disponível em 2022.

Na mesma ocasião, Doria anunciou a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos a partir de 23 de agosto. Também antecipou a campanha de imunização de todos os adultos de 15 de setembro para 20 de agosto.

O que permitiu a antecipação foi a compra de 4 milhões de doses da Coronavac diretamente com o laboratório chinês Sinovac, sem intermediação do Ministério da Saúde, de acordo com o governador. Destas, 1,7 milhão já foram entregues e o restante deve chegar ao Brasil até o final do mês.

Segundo Regiane de Paula, coordenadora do Plano Estadual de Imunização, caso a Coronavac seja aprovada para adolescentes entre 12 e 17 anos, o cronograma pode ser antecipado.

Neste momento, a vacinação de adolescentes conta apenas com as doses da Pfizer, única autorizada pela Anvisa.

“Quando apresentamos no domingo [11] o calendário de 12 a 17 anos de adolescentes nós trabalhamos com a vacina da Pfizer. Agora, a partir do momento em que a gente tem a inclusão da vacina do Butantan para crianças e adolescentes também, a gente vai rever o nosso calendário”, disse Paula.

Assim como a campanha de imunização de adultos, a vacinação de adolescentes será escalonada. Primeiro serão aqueles de 12 a 17 anos com comorbidades e deficiências permanentes, e também gestantes, entre 23 de agosto e 5 de setembro.

Em seguida, começará o escalonamento por idade com jovens de 15 a 17 anos, de 6 a 19 de setembro. Por fim, adolescentes de 12 a 14 anos serão vacinados de 20 a 30 de setembro.

Para que esse calendário se cumpra, a expectativa é que todos aqueles com mais de 18 anos recebam ao menos a primeira dose até o dia 20 de agosto. Por isso, aqueles com idade entre 35 e 36 anos poderão se vacinar a partir desta quinta-feira (15). Na segunda-feira (19), será a vez de quem tem entre 30 e 34 anos.

No dia 5 de agosto, pessoas de 25 a 29 anos poderão receber a aplicação e, em seguida, em 13 de agosto, aqueles entre 18 e 24 anos.

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