Dos cerca de 700 mil estrangeiros que vivem legalmente em Portugal, quase 30% são brasileiros

A informação consta no mais recente “Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo” do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal. O documento também revela que o número de brasileiros com direitos civis iguais aos portugueses cresceu quase 40%.

Fábia Belém, correspondente da RFI em Lisboa

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) observou um aumento da população estrangeira residente em Portugal pelo sexto ano consecutivo. No ano passado, houve um acréscimo de 5,6% face a 2020, o que significa 698.887 cidadãos estrangeiros residindo legalmente no país. Trata-se do “valor mais elevado registrado pelo SEF, desde o seu surgimento em 1976”, ressalta o documento.

De acordo com o relatório, o Brasil mantém o título de país com a “principal comunidade estrangeira residente” representando 29,3% do total – valor mais expressivo desde 2012. Ou seja, até o final do ano passado, 204.694 brasileiros viviam em Portugal com autorização de residência.

O Brasil é seguido pelo Reino Unido (6,0%), que continua sendo a segunda nacionalidade estrangeira mais representativa em Portugal, apesar do decréscimo de 9,3% em relação ao ano anterior. Atrás, aparecem Cabo Verde (4,9%), Itália (4,4%), Índia (4,3%), Romênia (4,1%), Ucrânia (3,9%) França (3,8%), Angola (3,7%), China (3,3%).

A Índia mereceu destaque no documento por ter subido quatro posições depois de ter ultrapassado França, China, Ucrânia e Romênia.

Direitos civis


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