Doutor Bumbum afirma ter sido vítima de atentado no Rio

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O médico Denis César Barros Furtado, conhecido como Dr. Bumbum, disse que demorou para se apresentar à polícia após a morte de sua paciente porque teria sofrido um suposto atentado no último domingo. No entanto, a polícia afirmou que o episódio foi uma tentativa que policiais fizeram de prendê-lo.

Em uma entrevista à imprensa após ser preso na tarde desta quinta-feira (19), Furtado disse que o fato aconteceu quando ele saía de um shopping na Barra da Tijuca, no Rio, e narrou como teria sido a perseguição por homens em um carro descaracterizado. Ele disse que dois tiros foram disparados.

O médico já havia relatado o suposto atentado em um vídeo publicado em uma rede social antes da prisão. “Sofri um atentado com perseguição de fuzil e tiros. Achei que fosse uma represália da família da vítima”, declarou.

A delegada Adriana Belém, responsável pelo caso, afirmou que o que o médico chamou de atentado seria uma tentativa que policiais de sua equipe fizeram para prendê-lo.

Segundo ela, os agentes reconheceram o carro de Furtado e tentaram abordá-lo. Mas eles estavam disfarçados em um veículo não identificado, o que teria feito com que seguranças do centro de compras efetuassem disparos acreditando que se tratar de um crime. Ninguém ficou ferido no episódio, e Furtado conseguiu deixar o local.

Denis César Barros Furtado e a mãe, Maria de Fátima Barros Furtado foram presos por policiais militares na tarde desta quinta-feira (19) e levados para a delegacia.

Eles e mais duas funcionárias respondem pelos crimes de homicídio doloso e associação criminosa.

À imprensa, Furtado disse que a morte da paciente Lilian Calixto pode ter ocorrido devido a diversos fatores e se declarou inocente.