Draghi pede "esforço" dos EUA e Rússia para uma "mesa de paz" sobre a Ucrânia

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O presidente dos EUA, Joe Biden, se encontra com o primeiro-ministro italiano Mario Draghi no Salão Oval da Casa Branca em Washington, DC, em 10 de maio de 2022 (AFP/Nicholas Kamm) (Nicholas Kamm)
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O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, pediu nesta quarta-feira (11) em Washington que os Estados Unidos e a Rússia aceitem sentar-se à mesma "mesa para a paz", e encontrem uma saída para guerra liderada por Moscou na Ucrânia.

"Há que se fazer um esforço para sentar-se à mesa" de negociações "e é um esforço que deve ser feito por todos os aliados, mas em particular, por exemplo, pela Rússia e Estados Unidos" disse Draghi aos jornalistas, no dia seguinte de uma reunião com o presidente americano, Joe Biden.

"É necessário uma mesa com todos, a Ucrânia é sem dúvidas protagonista desta mesa", porque "devemos evitar a suspeita" de uma "paz imposta, uma paz organizada pelos Estados Unidos, os europeus ou os russos e que não seja aceitável para os ucranianos", afirmou.

O governo Biden, que esteve muito envolvido na busca de soluções diplomáticas com Moscou antes do conflito, quase não fez contatos de alto nível com a Rússia desde a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro. E insiste que não considera se envolver diretamente nas negociações enquanto não houver uma desescalada russa.

Draghi, ao contrário, defende uma retomada do diálogo com os americanos e considerou que para isso seria necessário "retomar e intensificar os contatos em todos os níveis".

Em Washington se fala cada vez mais de uma "derrota estratégica" do presidente russo Vladimir Putin, a quem Biden considerou um "carniceiro" e "genocida".

Draghi também expressou suas reservas sobre a oposição dos Estados Unidos à presença de Putin na próxima cúpula do G20, que acontecerá em novembro na Indonésia.

"Por um lado, todos temos a tentação de não sentarmos à mesma mesa que Putin. Mas, por outro lado, o fato é que o resto do mundo estará ao redor desta mesa, e levantar-se significa abandonar o resto do mundo", argumentou Draghi.

Segundo ele, "diante da necessidade de formar uma mesa para a paz, é preciso um pouco de reflexão" antes de anunciar um boicote.

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