'Drive thru' de vacinação contra a gripe tem filas em postos de saúde de Niterói

Tahis Sousa

NITERÓI - Em Niterói, município que tem 18,7% da população formada por idosos, a corrida aos postos de vacinação foi grande no primeiro dia da campanha contra a gripe. A alta procura pela modalidade "drive-thru", em que o público é vacinado sem sair dos carros, formou longas filas pelas ruas, cenário que se repetiu no Rio de Janeiro. Fora dos veículos, a espera era de apenas 15 minutos.

A movimentação na Policlínica Regional Doutor Rodrigo March, no Fonseca, começou cedo. Por voltas das 8h30, havia filas de pessoas e de carros na Rua Desembargador Lima Castro, e funcionários da rede municipal de Saúde foram deslocados para a calçada para atender a demanda. A unidade fica ao lado de um posto de vistoria do Detran, que permaneceu fechado.

Na fila de veículos, idosos se mostravam apreensivos. O casal de aposentados Maria José e Orlando Teixeira, ambos de 80 anos, aguardava no carro, com a carteira de vacinação em mãos. O idoso contou que só deixou o isolamento para se vacinar depois de muita recomendação da filha.

— Ela disse pra gente vir, mas evitar fila. Vamos voltar pra casa e ficar lá direto. É o jeito — acredita o idoso.

Quem caminhou até o posto de vacinação também seguia as orientações. A aposentada Maristela Lima Santos, de 80 anos, foi sozinha se vacinar e garantiu que aquele seria o único "passeio" da quarentena. Moradora do Fonseca, ela conta que estava aliviada por não ter permanecido mais de 15 minutos na fila. Dali iria direto pra casa, seguindo todas as recomendações.

— Foi bem rápido, graças a Deus. Vou chegar em casa agora, colocar a roupa pra lavar e tomar banho. Não saio mais — afirmou.

Na Policlínica Regional Sérgio Arouca, no bairro Vital Brazil, a fila de carros superou a de pessoas que foram a pé à unidade. Uma tenda foi montada na calçada, para evitar que idosos saíssem dos veículos. Os que foram sem carro tinham que entrar por outro portão, e as vacinas eram aplicadas na área externa do prédio. A todo tempo, profissionais recomendavam afastamento de um metro entre as pessoas.

A professora aposentada Alcinéa Maia Fernandes, de 68 anos, elogiou a rapidez e a organização.

— Eles estão orientando e organizando. Foi muito rápido. Agora vou passar no mercado e vou pra casa — contou.