Duas pessoas são presas em laboratório clandestino de anabolizantes na Paraíba

O laboratório de anabolizantes recebia matéria-prima do Paraguai, adesivava e vendia os produtos para pessoas com interesse no fisiculturismo. (Foto: Getty Images)
O laboratório de anabolizantes recebia matéria-prima do Paraguai, adesivava e vendia os produtos para pessoas com interesse no fisiculturismo. (Foto: Getty Images)

A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Paraíba, prendeu duas pessoas suspeitas de comercializar anabolizantes ilegalmente e desarticulou uma espécie de laboratório clandestino, nesta sexta-feira (1º), em João Pessoa.

De acordo com as investigações, o laboratório recebia matéria-prima do Paraguai, adesivava e vendia os produtos para pessoas com interesse no fisiculturismo, ganho de massa muscular e perda de gordura.

O laboratório funcionava no bairro Valentina de Figueiredo, na zona Sul da capital paraibana, mas a prisão aconteceu no bairro de Mangabeira.

Segundo o delegado Bruno Germano, da Polícia Civil, a ação aconteceu em parceria com o órgão de segurança dos Correios. Através dos endereços de recebimento, foi possível chegar aos responsáveis pelo laboratório ilegal.

"Infelizmente são produtos que não têm liberação da Anvisa, que causam mal à saúde. A gente não sabe se realmente o que está no rótulo é o que tem no conteúdo. É um produto que vai passar por perícia e, por conta disso, ele é tipificado criminalmente como muito grave, inclusive, a pena para esse tipo de conduta é maior do que a pena para tráfico de drogas", informou o delegado.

Ainda de acordo com Bruno essa talvez seja a maior apreensão desse tipo de substância realizada no Brasil.

"Hoje conseguimos desarticular esse laboratório. É a primeira vez uma ação dessa feita na história da Paraíba. Possivelmente, inclusive, é a maior apreensão desse tipo de substância realizada no Brasil. Nossos investigadores deram duro, mas conseguimos realmente chegar no foco desse tipo de conduta que a gente tava tentando descobrir", completou Bruno.

Agora, as investigações continuam porque existe a suspeita de que outras pessoas estejam envolvidas no caso. A Polícia Civil segue em diligências.

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