Duas vítimas de incêndio em Barueri continuam internadas em estado grave

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Duas pessoas, que tiveram cerca de 80% dos corpos queimados em um incêndio de grandes proporções, quinta-feira (26), em Barueri (Grande SP), permanecem internadas em estado grave, segundo a prefeitura da cidade.

As duas vítimas foram transferidas do hospital municipal da Barueri para os hospitais gerais Vila Penteado e de São Mateus, ambos na capital paulista, ainda na noite de quinta.

Morreram no incêndio Vanessa Rodrigues dos Santos, 27 anos, e três de seus quatro filhos: Nicolas Rodrigues de Bastos, 6, Jonathan Rodrigues de Bastos, 2, e a bebê Ana Vitória Rodrigues Bastos, de 11 meses. O pai das crianças, de 29 anos, que tentou salvar a família segundo os bombeiros, foi socorrido com ferimentos leves.

A família morava no local do incêndio, onde o homem trabalhava como zelador, aos fundos de uma das fábricas atingidas, informou a Prefeitura de Barueri.

Além do pai, um filho de 12 anos dele também conseguiu se salvar, sem ferimentos, acrescentou o município.

Outras seis pessoas tiveram ferimentos leves e foram liberadas do hospital ainda na quinta.

O fogo fez com que nove escolas também ficassem sem aulas, das quais duas ainda permanecem fechadas nesta sexta-feira (27), de acordo com a gestão Rubens Furlan (PSDB).

As Emefs (Escolas de Ensino Fundamental) Professores Egídio Costa e Carlos Osmarinho de Lima passarão por perícias e, por isso, ficarão com as portas fechadas por determinação da Defesa Civil. Não foi informado quando serão reabertas e se os alunos poderão ter aulas em outras unidades.

Além das escolas, um lar que abriga 43 idosos, o Grupo Vida, precisou remover os pacientes para locais seguros, pois a entidade fica perto da região onde houve o incêndio.

"O retorno às suas instalações no Jardim Califórnia acontecerá hoje mesmo [sexta-feira], após completa higienização do local", afirma trecho de nota da prefeitura.

O incêndio começou por volta das 11h de quinta, segundo os bombeiros. Levantamentos preliminares indicam que o fogo teve origem nas dependências de uma empresa química na rua das Antilhas, se espalhando para outras vias, nas quais atingiu veículos e outros imóveis.

Jefferson de Mello, comandante do Corpo de Bombeiros, explicou, na quinta, que o incêndio começou na parte superior da indústria de produtos químicos, que vazaram e atingiram outra empresa, de plásticos, logo abaixo.

Ao todo, nove imóveis, entre eles duas casas, foram atingidos pelo fogo. Dois ficaram completamente destruídos e o restante com danos em suas fachadas.

"O Corpo de Bombeiros chegou muito rápido e conseguiu proporcionar o isolamento ideal, mas mesmo assim o líquido inflamável desceu pelas galerias e atingiu uma residência e causou um princípio de incêndio em uma escola, mas não pegou fogo, foi isolada com o auxílio da Defesa Civil do município, que chegou muito rápido. Conseguimos isolar o local sem pânico e com segurança", afirmou o bombeiro.

O fogo foi extinto mais de oito horas depois do início do incêndio. Atuaram na ocorrência 28 viaturas do corpo de Bombeiros, totalizando 97 homens, além de um grupo de ações emergenciais e de desastres. Somou-se a essa força-tarefa a Guarda Municipal de Barueri, a Defesa Civil, o Demutran, a Polícia Civil e a Polícia Militar.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) afirmou que um inquérito policial será instaurado para apurar o incêndio, por hora registrado como culposo, ou seja, sem intenção. As quatro mortes foram registradas como homicídio culposo.

A Delegacia de Barueri solicitou exames periciais ao Instituto de Criminalística e ao IML (Instituto Médico Legal).

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