Duas vítimas seguem internadas após acidente no metrô; perícia recolheu imagens de câmeras

Duas pessoas que se acidentaram na estação Estácio do metrô, na última sexta-feira, seguem internadas em unidades da Secretaria municipal de Saúde (SMS), ambas com quadro estável. Elas se machucaram em uma escada rolante que inteliga as plataformas das linhas 1 e 2 — que fazem baldeação no local fora dos dias úteis, como era o caso, devido ao feriado de São Sebastião —, quando os passageiros começaram a cair uns sobre os outros, segundo testemunhas. Após perícia, a Polícia Civil já está com as imagens das câmeras de segurança em mãos, que poderão determinar as causas do acidente. Na sexta, o MetrôRio chegou a admitir "falha no equipamento", mas voltou atrás horas depois, em nota que afirmava que "passageiros tentaram utilizar a escada rolante de subida para descer, o que provocou tumulto e queda".

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Segundo a delegada Maria Aparecida Mallet, titular da 6ª DP (Cidade Nova), à frente do caso, a investigação já ouviu três vítimas do acidente. Ela aguarda laudo técnico da perícia, que já está com as imagens da estação Estácio em mãos, para poder apurar as causas do acidente.

— A perícia foi muito bem feita: passou mais de quatro horas no Estácio, depois foi na central (de monitoramento) do metrô para ver as imagens, além das ordens de manutenção dos equipamentos e as ART's (Anotação de Responsabilidade Técnica) — detalhou a delegada.

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Ao todo, 21 vítimas foram levadas a hospitais da rede municipal, enquanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) calcula que o número seja de 25 atendimentos.

'Foi um susto'

Na saída do Hospital municipal Souza Aguiar, nesta sexta-feira, os feridos que receberam alta relataram que o sentido da escada rolante teria mudado no momento do acidente.

— Foi um susto. A gente estava naquele bolo, fomos subindo a escada. Foi quando todo mundo caiu, a escada parou, e eu pensei: “agora vai todo mundo se levantar”. Mas imediatamente ela voltou a funcionar e a minha impressão foi que era na direção contrária — relatou Maria Simone Gonçalves, de 70 anos, que deixou a unidade mancando e com um dos joelhos ralado.

Cláudio Vieira Pires, que se machucou mesmo parado na plataforma, conta que viu a mudança de direção do maquinário:

— A escada rolante voltou pra trás. Fez aquele barulho enorme, parecia que um trem tinha descarrilhado. O acontecido foi na escada rolante. Eu já estava lá embaixo e vi o pessoal caindo da escada. Ao mesmo tempo, as pessoas se desesperaram, não tinham para onde correr porque a estação estava lotada. Fiquei acuado numa lixeira e caí. Foi quando começaram a pisar por cima de mim — relatou, enquanto deixava o hospital com coluna e joelhos machucados.

Inicialmente, na sexta-feira, o MetrôRio informou "uma falha no equipamento de mobilidade" da estação Estácio e, horas depois, voltou atrás. Em nota, disse que o aparelho foi "minuciosamente inspecionado e que não houve falhas no seu funcionamento, diferentemente do que foi divulgado inicialmente".

A concessionária também afirmou que a informação que tinha era de que "passageiros tentaram usar a escada rolante de subida para descer, o que provocou tumulto e quedas".