Dupla desaparecida no AM: após prisão de suspeito, PF vai analisar sangue em lancha

Dupla desaparecida no AM: funcionários da Funai protestam em Brasília por mais esforços de busca. (Foto: EVARISTO SA / AFP).
Dupla desaparecida no AM: funcionários da Funai protestam em Brasília por mais esforços de busca. (Foto: EVARISTO SA / AFP).
  • Dono da embarcação, Amarildo da Costa Oliveira, teve prisão temporária decretada

  • Material colhido foi levado para análise em Manaus (AM)

  • Dupla está desaparecida há uma semana

A perícia na lancha de Amarildo da Costa de Oliveira, de 41 anos, suspeito de envolvimento no desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, apresentou “vários vestígios de sangue”, a partir do uso de luminol, segundo o delegado do município de Atalaia do Norte, Alex Perez Timóteo.

Amarildo teve a prisão temporária decretada pelo Tribunal de Justiça do Amazona (TJAM), nesta quinta-feira (9). Conhecido como “Pelado” e foi preso na última terça-feira (7), por posse de droga e munição de uso restrito.

Na prisão, a polícia apreendeu sua lancha. Segundo testemunhas, no domingo (5), dia que a dupla desapareceu, “Pelado” foi visto passando de lancha atrás da embarcação do jornalista e do indigenista, no trajeto de rio que separa a cidade de Atalaia do Norte e a comunidade de São Rafael, onde eles foram vistos pela última vez.

A perícia então analisou a embarcação e encontrou restos de sangue. "Resta saber, comprovar, com o laudo, se se trata de sangue humano ou de animal. Ainda não temos essa confirmação, mas a perita informou que o laudo sairá em tempo hábil", disse o delegado ao portal G1.

O material encontrado foi levado de helicóptero para Manaus para ser analisado, de acordo com a Polícia Federal.

Entenda o caso

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), informou que os dois profissionais desaparecidos se deslocavam com o objetivo de visitar a equipe de vigilância indígena que atua perto do Lago do Jaburu. O jornalista pretendia realizar algumas entrevistas com os habitantes daquela região.

O desaparecimento ocorreu durante o trajeto da comunidade Ribeirinha São Rafael à cidade de Atalaia do Norte, no Amazonas, no último domingo (5).

Eduardo Alexandre Fontes, superintendente da Polícia Federal no Amazonas, disse que não descarta qualquer linha de investigação, inclusive a hipótese de homicídio, no caso.

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