Duque de Caxias: Washington Reis leva prefeitura no primeiro turno

O Globo
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RIO — Washington Reis (MDB) se reelegeu para a prefeitura de Duque de Caxias neste domingo, com 52,55%. As unas estão 100% apuradas. Marcelo Dino (PSL) ficou em segundo lugar, com 17,60%, e Dica (PL) em terceiro, com 10,11%.

O resultado já havia sido antecipado pelas pesquisas de intenção de voto locais, que davam a Reis uma liderança confortável, com cerca de 30% dos votos.

No entanto, Reis enfrentou percalços na Justiça durante a campanha eleitoral. O prefeito de Duque de Caxias teve sua candidatura indeferida por causa de uma condenação no Supremo Tribunal Federal por crime ambiental. Em 2005, durante seu primeiro mandato como prefeito, Reis autorizou a retomada da construção de um loteamento que havia sido embargado pelo Ibama dois anos antes, segundo a sentença. Washington Reis entrou com recurso contra a decisão no TRE e continuou concorrendo normalmente ao pleito eleitoral.

Sua campanha foi marcada pelo apoio com diferentes forças políticas conservadoras, como a família Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia e o bispo Manuel Ferreira, além da articulação com o Palácio Guanabara e o Congresso Nacional.

Reis já passou foi deputado federal, estadual e vereador. Este será seu terceiro mandato como prefeito da cidade, após se eleger para o cargo em 2004 e 2016. Em agosto deste ano, ele e seu irmão, Rosenverg Reis, líder do MDB na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), estavam entre os investigados na Operação Tris in Idem, que levou ao afastamento de Wilson Witzel do governo do estado do Rio de Janeiro. Em delação premiada, o ex-secretário de Saúde do estado do Rio, Edmar Santos, afirmou que Witzel fez um acordo com Washington Reis para o repasse de R$ 100 milhões pelo método de transferências fundo a fundo, ou seja, entre o fundo estadual e o fundo municipal de Saúde. Isso incluiria Reis entre os beneficiários do esquema de corrupção na Saúde supostamente encabeçado por Witzel. Reis negou as acusações e, contrariando a Polícia Federal, disse que não foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Durante sua administração, Washington Reis também virou réu por corrupção passiva em uma investigação sobre fraudes imobiliárias em um cartório de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele e um advogado teriam pago R$ 150 mil para fraudar escrituras de imóveis em 2014, segundo o Ministério Público. Reis nega ter cometido o crime.