Segunda cidade com mais mortos por Covid-19 no RJ reabre comércio e tem dia movimentado

Centro comercial de Duque de Caxias (RJ) registra grande movimento - Foto: Rogerio Coutinho/TV Globo/ Reprodução

A Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, iniciou um novo protocolo para circulação de pessoas na cidade durante a pandemia do novo coronavírus. A medida, iniciada nesta segunda-feira (25), contempla a reabertura do comércio, caso sejam observadas algumas medidas de segurança sanitária. Contudo, já foram registadas aglomerações nas portas de estabelecimentos.

Duque de Caxias é o segundo município com maior número de mortes causadas pela Covid-19 no Rio de Janeiro, atrás apenas da capital fluminense. Até o domingo (24), a cidade registrava 182 óbitos e 1.184 casos.

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O prefeito Washington Reis (MDB), que teve Covid-19 em abril, afirma que o sistema de saúde do município dará conta do recado e que a “população está consciente”.

“Nós criamos uma infraestrutura de saúde não é de hoje, não foi por causa do coronavírus. Colocamos equipamentos de última geração. O Hospital São José tem 128 leitos de CTI. E nós até hoje chegamos a 70 leitos”, afirmou em entrevista à TV Globo.

Reis prometeu assumir “toda a responsabilidade” caso os números de morte pelo novo coronavírus aumentem na cidade.

“Mas eu também tenho responsabilidade que a arrecadação, que caiu pela metade. Sem arrecadação a gente não vai ter médico nenhum”, justificou-se.

Novo protocolo

Para abrirem as portas, os comerciantes deverão seguir várias orientações, inclusive exigir do clientes o uso de máscaras e fornecer os equipamentos aos funcionários.

Segundo a prefeitura, os estabelecimento terão que disponibilizar álcool em gel, além de limitar o atendimento ao público a 30% da capacidade de lotação. Diante dessa medida, o que se viu foram lojas com o ambiente interno controlado, mas com longas filas nas calçadas nesta manhã. O transporte público da cidade terá 50% da frota na rua para atender os cidadãos.

A prefeitura também alega que, com o aumento do número de leitos na cidade e queda no atendimento de pessoas com sintomas de Covid-19, o novo protocolo estaria justificado.

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