Duque defende democracia contra 'ditaduras' de Venezuela, Cuba e Nicarágua

O presidente colombiano, Iván Duque, defendeu nesta sexta-feira (10) a democracia diante dos "autocratas" de ditaduras da Venezuela, Cuba e Nicarágua, no último dia da Cúpula das Américas em Los Angeles.

"Aqui não há exclusões ideológicas, aqui há uma rejeição contundente, clara a qualquer forma de ditadura e atendado contra a estrutura democrática em nossas nações", afirmou Duque em discurso.

O presidente colombiano mostra assim um alinhamento com a posição dos Estados Unidos, que descartaram convidar esses três países por considerá-los ditaduras, o que resultou na ausência de vários mandatários da América Latina, como os do México, Bolívia e Honduras.

Outros presidentes, como os da Argentina e do Chile, participaram do evento, mas criticaram a atitude dos Estados Unidos.

"Não nos deixemos levar pelas narrativas falsas", porque "nossa região não se divide entre esquerda e direita nem entre progressistas e conservadores", afirmou Duque, distinguindo entre democratas e autocratas.

Na reta final de seu mandato, Duque defendeu a defesa da democracia "dos autocratas que se alimentam do p do populismo, do p da polarização, do p da pós-verdade para fraturar os povos".

"Não podemos ficar calados diante da ditadura que subjuga a Venezuela ou que subjuga a Nicarágua ou que subjuga o povo cubano", insistiu.

Duque saiu em defesa da Organização dos Estados Americanos (OEA), criticada por Argentina e México, que pediram sua reestruturação, e parabenizou o secretário-geral da organização, Luis Almagro, por sua "defesa da Carta Interamericana".

erl/dg/am

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