Durcesio assume Botafogo com desafio financeiro; revisão do orçamento em pauta

Igor Siqueira
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Vitor Silva/Botafogo

Durcesio Mello tomou posse na segunda-feira como presidente do Botafogo pelos próximos quatro anos. Na pauta, além de liderar o clube na tentativa de fuga do rebaixamento à Série B, também está o desafio da gestão financeira. Afinal, não é segredo o cenário complicado pelo qual passa o alvinegro.

Enquanto o CEO não vem, Durcesio entrou na linha de frente, acumulando a vice-presidência de futebol. O vice geral, Vinicius Assumpção, eleito na chapa vitoriosa do pleito de novembro, terá a "vida dupla" como VP financeiro.

- Temos um entendimento de que talvez seja a última chance de o Botafogo se reerguer como potência esportiva - disse Vinicius ao GLOBO.

Se a essa altura do Brasileirão não é possível mais trazer jogadores, o Botafogo prepara reforços na linha de frente da gestão. O clube já tem no gatilho a contratação de um controller (controlador financeiro).

Nas reuniões recentes, inclusive no dia da posse, a discussão passa pelos caminhos para gerir o caixa do Botafogo. Os recursos são escassos. É preciso entender as prioridades, ao mesmo tempo em que se corre atrás de meios de financiamento.

- Minha principal função é preparar a área ou diminuir os problemas que o CEO vai enfrentar depois - completa o novo VP financeiro, com a perspectiva de que o futuro diretor geral contrate alguém no mercado para liderar o departamento.

Outro item na pauta para o começo do ano é o orçamento. A gestão Nelson Mufarrej fez uma versão do documento que não agradou ao grupo sucessor. A visão é que os números não condizem com a realidade alvinegra para 2021. O número estipulado com venda de jogadores é um dos itens em xeque.

- As receitas estão superdimensionadas e as despesas diminuídas. É totalmente fora da realidade - comenta Assumpção.

O plano agora é reunir os setores do clube e verificar individualmente quais rubricas precisarão de ajustes. O orçamento inicial tem como pressuposto a permanência na Série A. Mas a nova diretoria sabe que precisa ter na manga um plano B, embora ninguém queira usá-lo. E isso será desenvolvido nas próximas semanas.