Dwayne Johnson e Ryan Reynolds, de ‘Alerta vermelho’, dizem que não querem mais usar armas reais em sets

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Dwayne Johnson brinca que foi egoísta ao se “autoescalar” para o filme “Alerta vermelho”, que estreou nos cinemas na última quinta-feira e chega ao catálogo na Netflix na próxima sexta. O longa de ação com toques de comédia conta a história do agente do FBI John Hartley (Johnson), que se vê obrigado a fazer uma aliança com o golpista Nolan Booth (interpretado por Ryan Reynolds) para capturar Bispo (a atriz Gal Gadot), a maior ladra de obras de arte do mundo.

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Além de um dos protagonistas, o americano, de 49 anos, é também um dos produtores do filme, considerado um dos maiores investimentos da história da plataforma de streaming (especula-se algo entre US$ 160 e US$ 200 milhões).

—A originalidade do roteiro me chamou atenção para produzi-lo. Nos dias de hoje, é difícil encontrar algo original com apelo global. Os filmes menores podem arriscar mais — diz Dwayne Johnson em conversa por Zoom. — Mas essa ideia era única e, além disso, tem algo que as pessoas não esperam. Esse elemento surpresa me fez querer fazer parte não só como produtor, mas também como ator. De forma egoísta, quis um papel para mim.

Vinte anos de carreira

Esse personagem marca os 20 anos desde a estreia no cinema do ex-lutador de luta livre, conhecido até hoje pela alcunha de ringue, The Rock. A primeira participação num longa foi em “O retorno da múmia”. De lá para cá, foram grandes sucessos como “Jumanji”, “Jungle Cruise” e participações na franquia “Velozes e Furiosos”, cujo quinto longa foi filmado no Rio, de onde ele guarda boas recordações.

—Lembro de ter encontrado ótimas academias no Brasil, tanto de MMA, como de boxe e também para malhar. Sou apegado à minha rotina — diz The Rock, do alto de 1,96m — As pessoas foram muito afetuosas.

O sucesso se traduz em números: Dwayne é, segundo ranking da Forbes, o ator mais bem pago de Hollywood hoje em dia, seguido pelo colega de elenco Ryan Reynolds. Só por atuar em “Alerta vermelho” (sem contar a produção), Dwayne, Ryan e Gal teriam recebido US$ 20 milhões, cada um, de acordo com a revista Variety. E o império de The Rock vai além das telas: é dono também de uma marca de tequila e outra de energético. O que falta?

— Mais crianças na minha vida, mas nisso minha mulher é a chefe (risos) — diz o ator, pai de três filhas. — Sou muito grato por ter uma carreira em posso trabalhar com pessoas muito generosas. Sempre digo que investi em muitos negócios, mas as relações que construí foram os melhores investimentos.

Dono da produtora Seven Bucks, Dwayne “The Rock” Johnson também tem tomado a dianteira numa discussão acalorada na indústria desde o acidente no set de “Rust”, que matou a diretora de fotografia Halyna Hutchins. Ao ensaiar uma cena com uma arma que deveria estar descarregada, o ator Alec Baldwin acidentalmente matou a colega no set.

Na pré-estreia de “Alerta vermelho”, em Los Angeles, na última quarta-feira, Dwayne comentou o acidente e disse que sua produtora não usará mais armas reais.

“Em filme, programa de televisão ou qualquer coisa que façamos, não usaremos armas de verdade”, disse ele em conversa com a Variety. “Não vamos nos preocupar com dólares, com quanto isso custará”.

Também produtor de vários filmes, Ryan Reynolds, de 45 anos, diz apoiar a ideia do colega de “Alerta vermelho”.

—Raramente filmo com armas de verdade. É muito fácil fazer na pós-produção. Ultimamente, tenho tentado não usar nenhuma — diz o ator, em conversa por Zoom.

Em meados de outubro, Ryan anunciou nas redes sociais que vai tirar um ano sabático de filmes, algo raro, já que nem o coronavírus conseguiu fazê-lo parar por muito tempo.

—Filmei dois longas e meio durante a pandemia. A outra metade foi “Alerta vermelho”, porque começamos antes da Covid-19 e terminamos durante. Foi um desafio logístico. Conseguiram colocar todos para trabalhar e nos permitiram terminar. Todo mundo queria voltar, é nosso meio de vida. O fato de “Alerta vermelho” ter sido um dos primeiros a retomar as filmagens me deixou muito orgulhoso do time que possibilitou isso.

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