Vídeo íntimo, corte da seleção, insultos, pênalti perdido e gol redentor: As 24 horas mais loucas de um ídolo russo

Fábio Paine
·5 minuto de leitura
SAINT PETERSBURG, RUSSIA - NOVEMBER 08: forward Artyom Dzyuba of FC Zenit during Tinkoff Russian Premier Liga match FC Zenit v FC Krasnodar on November 08, 2020, at Gazprom Arena in Saint Petersburg, Russia. (Photo by Anatoliy Medved/Icon Sportswire via Getty Images)
(Foto: Getty Images)

Destaque da seleção russa na Copa de 2018 e capitão do time nacional há dois anos, Artyom Dzyuba, de 32 anos viveu no domingo talvez as 24 horas mais intensas e polêmicas de toda sua carreira profissional.

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Um dia que teve vídeo de masturbação vazado na internet, corte da seleção, perda do posto de capitão do Zenit, xingamentos da torcida, pênalti desperdiçado, um gol para lavar a alma e extravasar, choro e um vídeo reconhecendo o erro.

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O Yahoo Esportes mostra como foi o dia do atacante e o caso que foi o mais falado na Rússia e dividiu opiniões.

VÍDEO ÍNTIMO VAZADO

Na madrugada de sábado para domingo, apareceu na internet um vídeo no qual Dzyuba aparenta estar em um quarto de hotel pelado se masturbando enquanto vê um vídeo da apresentadora de um canal da russa Maria Orzul, com quem já teve o caso.

O vídeo rapidamente viralizou e na manhã de domingo já era notícia em quase todos os sites do país e o tema mais comentado nas redes sociais. Diversos memes foram feitos.


Mais tarde, ainda apareceram algumas fotos do jogador completamente nu deitado na cama.

Isso no dia em que o Zenit teve duelo importante com o Krasnodar no início da noite.

SILÊNCIO E INSTAGRAM FECHADO

Diante da repercussão, Dzyuba resolveu fechar sua conta no Instagram, assim como todos os comentários.

O Zenit também não se manifestou sobre o assunto. Informou que haveria um comunicado apenas após o duelo com o Krasnodar.

CORTE DA SELEÇÃO

Por volta das 14h locais, a União Russa de Futebol comunicou que o atacante havia sido cortado do jogo amistoso com a Moldávia e dos duelos com Turquia e Sérvia pela Liga das Nações ao longo das duas próximas semanas.

"A situação com Artyom Dzyuba nada tem a ver com a seleção russa do ponto de vista esportivo. Portanto, não vemos necessidade de fornecer comentários detalhados sobre este assunto. No entanto, a comissão técnica da seleção nacional entende muito bem que a seleção deve se preparar para os jogos de novembro em condições de concentração máxima e não se distrair", afirmou o técnico Stanislav Cherchesov.

"Sempre enfatizamos que, dentro e fora do campo de futebol, todos devem ter o mesmo nível e status de um jogador da seleção nacional. Artyom terá tempo para normalizar a situação. Espero que este tópico não seja mais levantado durante o trabalho da equipe", concluiu o treinador.

PERDA DO POSTO DE CAPITÃO ZENIT

Com o corte da seleção, a grande expectativa era saber se Dzyuba seria relacionado para o jogo do Zenit contra o Krasnodar.

O atacante foi escalado entre os titulares, mas sem a faixa de capitão, que passou ao zagueiro croata Dejan Lovren.

VAIAS E INSULTOS DA PRÓPRIA TORCIDA

Quando Dzyuba teve seu nome anunciado antes do jogo, foi ouvida uma vaia intensa por parte dos ultras do Zenit.

Ao longo da partida, também insultaram bastante o atleta com gritos de "viado" e mandaram ele voltar para o rival Spartak. Uma faixa ainda foi estendida dizendo que entrar na história é difícil, mas estargar tudo é muito fácil.

PÊNALTI PERDIDO

Aos 45 minutos do primeiro tempo, quando o Zenit era derrotado por 1 a 0 pelo Krasnodar, o time de São Petersburgo teve um pênalti a seu favor. Como cobrador oficial, Dzyuba foi o encarregado de chutar.

Porém, a cobrança foi muito ruim. Praticamente um recuo para Safonov. O atacante ainda se queixou que o goleiro adiantou, mas nem o árbitro, nem o VAR concordaram com a queixa.

GOL E DESABAFO

Quando a partida se encaminhava para um empate em 1 a 1, Dzyuba decidiu.

Aos 34 minutos do segundo tempo, após cruzamento de Ozdoev atacante se antecipou o marcador e tocou para o fundo do gol.

E extrapolou na comemoração. Primeiro saiu gesticulando em direção aos ultras que o insultavam. Na sequência mandou beijo para o restante dos torcedores e correu para celebrar com os companheiros. Ganhou abraços e beijos.

O gol além de abrir o caminho para o triunfo por 3 a 1 e a manutenção da vice-liderança para o Zenit, valeu a Dzyuba a artilharia da Liga Russa, com sete tentos anotados em 14 rodadas.

ENTREVISTA E ESCLARECIMENTO NO INSTAGRAM

Após a partida, Dzyuba foi eleito o melhor em campo e na entrevista na zona mista teceu breves comentários sobre o jogo e exaltou o meia Aleksey Sutormin, autor do terceiro gol e que havia perdido o pai poucas horas antes do duelo.

Mais tarde, com calma, Dzyuba publicou um vídeo em seu Instagram para tentar colocar um ponto final no escândalo.

"Foi a partida mais difícil da minha carreira. Eu não contive minhas emoções no carro na volta. Gostaria de dizer o seguinte: não sou perfeito. Como qualquer pessoa, me engano. E todos nós somos pecadores, infelizmente", disse o atacante.

"Não sou perfeito e nunca coloquei minhas esperanças nisso. Espero poder viver minha vida com dignidade e ser uma boa pessoa de qualquer maneira. Deixe-me às vezes tropeçar e cometer erros Muito obrigado a todos que me apoiaram. Sou muito grato", prosseguiu o jogador.

"Agradeço ao destino por essas lições, que provavelmente são muito dolorosas e cruéis. Vou tentar não quebrar, mas hoje foi muito difícil", completou.

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