'E aí, Moro?': Padilha se encontra com ex-juiz em voo após impugnar sua candidatura

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Sergio Moro queria tentar uma vaga ao Senado pelo estado de São Paulo, mesmo sem residência no estado. (Foto: EVARISTO SA / AFP)
Sergio Moro queria tentar uma vaga ao Senado pelo estado de São Paulo, mesmo sem residência no estado. (Foto: EVARISTO SA / AFP)
  • Deputado e ex-ministro se encontraram em voo entre Brasília e São Paulo

  • Decisão do TRE foi tomada nesta terça-feira (7)

  • Esposa de Moro também quer tentar vaga pelo estado, e petista diz que entrará com recurso

Na tarde desta quinta-feira, o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) encontrou o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) em um voo de Brasília para São Paulo. O petista, que há poucos dias assinou a ação que levou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo a impedir que o ex-ministro concorra às eleições pelo estado, o cumprimentou: ‘E aí, Moro?’.

O ex-lava jatista, no entanto, não respondeu. "Nem sei se ele percebeu que era eu", diz Padilha ao jornal Folha de S. Paulo.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou nesta terça-feira (7), por quatro votos a dois, a transferência do domicílio eleitoral do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) para São Paulo.

Assim, o ex-ministro da Justiça não poderá ser candidato ao Senado Federal, ou qualquer outro cargo nas eleições deste ano pelo estado, como pretendia. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão do TRE-SP se deu em julgamento do recurso do diretório municipal do PT (Partido dos Trabalhadores), assinada também por Padilha, contra a decisão da 5ª Zona Eleitoral, que aprovou o pedido de transferência de domicílio eleitoral de Moro de Curitiba para a cidade de São Paulo.

Para os petistas, o ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) não possui vínculo profissional em São Paulo e ainda teria apresentado o endereço de um hotel para comprovar vínculo residencial. Além disso, falam que Moro foi indicado a vice-presidente de um órgão de direção partidária do estado do Paraná dois meses antes de requerer a transferência para São Paulo.

No dia seguinte da decisão, quarta-feira (8), Padilha afirmou que, caso a esposa de Moro, a advogada Rosângela Moro, também tente se candidatar a uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo, ele também irá entrar com um pedido de impugnação

"Caso a senhora Rosângela Moro tente se utilizar do mesmo artifício fajuto de seu marido, que forjou vínculos fictícios com São Paulo, impugnaremos sua tentativa assim que a candidatura estiver registrada. Ninguém está acima da lei. Nem Moro, nem a senhora Moro", declarou.

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