E Chuck Berry se foi...

Regis Tadeu

Assim que soube da morte de Chuck Berry no sábado, imediatamente lembrei de um texto em homenagem a ele que escrevi no ano passado – leia aqui. Fiz o mesmo enquanto B.B. King e Lemmy estavam vivos – leia aqui e aqui , respectivamente. E até mesmo um dos homenageados em vida, Hermeto Pascoal, continua entre nós, graças aos Céus! – leia a respeito dele aqui.

Não tenho mais o que escrever a respeito da importância do velho Chuck. Posso complementar com a indicação de alguns discos essenciais para que você, que nunca teve vontade de se familiarizar com a obra de mestre, entenda porque ele foi, é e sempre será um mito. Quer? Então lá vai:

THE GREAT TWENTY-EIGHT
Esta é a melhor “porta de entrada” para o universo musical de Berry. É uma coletânea sensacional, lançada originalmente como um LP duplo em 1982 e que se tornou um CD simples alguns anos depois com o advento da mídia digital. Tem todos os clássicos antológicos que ele gravou para a não menos lendária gravadora Chess – “Roll Over Beethoven”, “Johnnie B. Goode”, “Rock and Roll Music”, “Too Much Monkey Business”, “Maybelline”, “Sweet Little Rock and Roller”, “Little Queenie”, “No Particular Place to Go” – e mais uma monte de canções subestimadas, como “Let It Rock”, “Nadine”, “Memphis”, “Bye Bye Johnny”, e “Come On”, que foi regravada pelos Rolling Stones em seu álbum de estréia. É sério: assim que tocar este disco pela primeira vez – ouça abaixo na íntegra -, pode se preparar para anos de audição ininterrupta!

CHUCK BERRY IS ON TOP
Lançado originalmente em 1959, o terceiro álbum de Cerry tem vários dos clássicos que citei acima, mais algumas pérolas de quilate único, como “Carol”, “Almost Grown” e “Jo Jo Gunne”, esta última servindo de inspiração para o nome de uma ótima banda dos anos 70.

ST. LOUIS TO LIVERPOOL

Lançado em 1964, o álbum trazia no título uma brincadeira com o fato de que tanto os Beatles como os Rolling Stones criaram suas respectivas carreiras a partir das versões que gravaram para canções de Berry. Tem um repertório matador, incluindo “Little Marie”, “Promised Land” e “You Never Can Tell”, que as novas gerações descobriram depois que ela se tornou a trilha sonora para a famosa cena de dança de John Travolta e Uma Thurman no filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino.