"É difícil não se emocionar", afirma Bolsonaro ao sobrevoar Brumadinho

EFE/Isac Nobrega/Cortesía Presidencia de Brasil/

Após deixar Minas Gerais sem falar com a imprensa, o presidente Jair Bolsonaro recorreu às redes sociais para comentar a tragédia de Brumadinho (MG), onde uma barreira foi rompida.

RECEBA AS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO NO SEU WHATSAPP

“Difícil ficar diante de todo esse cenário e não se emocionar. Faremos o que estiver ao nosso alcance para atender as vítimas, minimizar danos, apurar os fatos, cobrar justiça e prevenir novas tragédias como a de Mariana e Brumadinho, para o bem dos brasileiros e do meio ambiente”, escreveu o presidente já no voo de retorno a Brasília.

Ao lado de ministros, Bolsonaro sobrevoou a região em um helicóptero e, na sequência, se reuniu com o governador de Minas, Romeu Zema.

Ele deixou o Estado sem conversar com a imprensa, e apenas ministros concederam entrevista. O presidente volta a Brasília para se preparar apara uma operação na segunda (28) para retirada de uma bolsa de colostomia.

Para ministro, outra barragem ainda preocupa

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, afirmou neste que a maior preocupação no momento em relação ao rompimento da barragem da Vale em Brumadinho é a barragem 6. Formada por água, com 1 milhão de m3, ela fica ao lado da 1, que rompeu na última sexta (25).

De acordo com Canuto, a barragem 6 está sendo monitorada pela Defesa Civil de hora em hora, uma vez que sua estabilidade é essencial para que não haja um aumento significativo no já enorme desastre causado pelo rompimento.

A Vale informa que está realizando a drenagem da barragem 6 com uso de bombas, de modo que se reduza a quantidade de água.

Justiça pede bloqueio de R$ 5 bilhões da Vale

Uma medida cautelar do procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Antonio Sergio Tonet, pode bloquear R$ 5 bilhões em recursos da Vale para custear despesas ambientais decorrentes da ruptura da barragem 1.

“Entramos com uma cautelar para bloquear R$ 5 bilhões para despesas ambientais”, disse o procurador, durante coletiva de imprensa concedida após a visita do presidente Jair Bolsonaro à região. Ele ainda afirmou que não estão descartados possíveis pedidos de prisões cautelares.

Com Folhapress