É falso que as urnas eletrônicas de hoje são exatamente iguais às de 1996

Novo modelo de urnas eletrônicas que será usado nas eleições de outubro de 2022 sendo exibido no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em 5 de agosto de 2022 (Foto: AFP via Getty Images / Douglas Magno)
Novo modelo de urnas eletrônicas que será usado nas eleições de outubro de 2022 sendo exibido no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em 5 de agosto de 2022 (Foto: AFP via Getty Images / Douglas Magno)
  • Publicações nas redes sociais espalham que as urnas eletrônicas utilizadas hoje são iguais às de 1996, mas a informação é falsa

  • Desde 1996, diferentes modelos de urnas foram sendo adotados no Brasil

  • Os modelos utilizados entre 1996 e 2008, por exemplo, já não são mais utilizados atualmente

Publicações afirmando que as urnas eletrônicas de hoje são exatamente iguais às de 1996 circulam nas redes sociais com centenas de compartilhamentos. "As urnas eletrônicas começaram em 96 e são exatamente IGUAIS às de hoje, só mudou um pouco seu layout. Vc usaria um celular de 1.996?", diz o texto viral.

No entanto, a informação é falsa, como já desmentiu o próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ao longo dos anos, novas tecnologias foram sendo incorporadas e os modelos utilizados entre 1996 e 2008 já não são mais adotados.

Captura de tela de uma publicação afirmando que o modelo das urnas eletrônicas utilizado hoje é o mesmo de 1996 (Foto: Facebook / Reprodução)
Captura de tela de uma publicação afirmando que o modelo das urnas eletrônicas utilizado hoje é o mesmo de 1996 (Foto: Facebook / Reprodução)

Conforme já explicado pelo TSE em seu site em julho de 2021, embora as urnas tenham tido seu design externo preservado, diferentes modelos foram sendo adotados, de modo que "​​as urnas eletrônicas tornaram-se mais modernas e seguras", de acordo com o tribunal.

Além disso, conforme explicou a publicação da corte, os modelos utilizados entre 1996 e 2008 já não são mais adotados. "A título de exemplo, a partir do modelo de 2009, a urna ganhou uma evolução tecnológica relevante: para incrementar a segurança, foram introduzidos o hardware de segurança e a cadeia de confiança do software", escreveu o TSE.

A partir de 2008, passou a ser testada e implementada a identificação biométrica. Naquele ano, cerca de 40 mil eleitores de Colorado do Oeste (RO), Fátima do Sul (MS) e São João Batista (SC) foram identificados biometricamente.

Já nas Eleições Gerais de 2010, mais de 1,1 milhão de eleitores de 23 estados passaram pela verificação da biometria. De acordo com o TSE, em 2020, mais de 110 milhões de eleitores já estavam cadastrados biometricamente. "A expectativa é que 100% do eleitorado esteja apto a votar com identificação biométrica até as Eleições de 2026", informou em seu site.

Em 2021, foi apresentado um novo modelo de urna, que deverá ser utilizado neste ano. Dentre algumas das mudanças, estão: a velocidade de processamento, duração da bateria, além da acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva.

Conteúdo semelhante foi analisado pela Agência Lupa.