É falso que Barroso tenha dito que Bolsonaro só se reelegerá sobre seu cadáver

Não há registro de fala de Barroso que circula na internet (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Não há registro de fala de Barroso que circula na internet (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Usuários afirmam que suposta declaração do ministro Luís Roberto Barroso foi feita em reunião com juízes franceses

  • Não há registro de que tal encontro tenha ocorrido

  • Supremo Tribunal Federal (STF) desmentiu o boato em seu site

Usuários compartilham um texto afirmando que o ministro do STF Luís Roberto Barroso declarou – durante uma reunião com juízes franceses – que o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) somente será reeleito "se passarem por cima do meu cadáver". As publicações circulam nas redes sociais com mais de 3 mil interações. Contudo, buscas avançadas da reportagem do Yahoo! Notícias não encontraram registros de tal reunião nem da suposta declaração. O boato, que já havia circulado no início de abril de 2022, foi desmentido pelo STF.

Captura de tela de uma publicação no Facebook (Reprodução)
Captura de tela de uma publicação no Facebook (Reprodução)

"'Bolsonaro será reeleito se passarem por cima do meu cadáver' declarou Barroso em live", lê-se nas publicações. Segundo o conteúdo viral, a declaração teria sido dada em uma "live numa reunião com juízes franceses" e o ministro teria ainda dito que "Lula merece uma segunda chance".

No entanto, uma consulta à agenda do ministro – em datas próximas ao período em que as publicações viralizaram pela primeira vez – não identificou nenhum registro de uma suposta reunião virtual com magistrados franceses.

Também não foram obtidos resultados em buscas no Google sobre a ocorrência de tal encontro. Mas um dos resultados direcionou a uma nota, publicada pelo STF, desmentindo o conteúdo das postagens. "É falsa declaração atribuída ao ministro Barroso sobre reeleição do presidente Bolsonaro", diz o título da publicação.

O texto divulgou que "o gabinete do ministro informou que tal encontro virtual nunca ocorreu e que o ministro jamais deu as declarações".

Pesquisas no Google sobre a suposta declaração tampouco retornaram resultados de registros pela imprensa, somente publicações desmentindo a história.

Conteúdo semelhante também já foi analisado pelo Aos Fatos.

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