É falso que gasto de Bolsonaro no cartão corporativo seja igual a zero

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Jair Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, em 22 de junho de 2022 (Foto: YouTube / Reprodução)
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  • Na última quarta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista à Rádio Itatiaia

  • Na conversa, o presidente afirmou que ele não faz gastos no cartão corporativo, mas disse que valores gastos equivalem aos de seus antecessores

  • Informação, no entanto, é enganosa

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de entrevista com a Rádio Itatiaia na última quarta-feira (22). Na ocasião, ele afirmou que seus gastos no cartão corporativo, na verdade, correspondem a zero e que valores divulgados pela imprensa são relativos às suas viagens. O presidente acrescentou que os valores são semelhantes aos despendidos por seus antecessores.

No entanto, é incorreto afirmar que seus gastos equivalem a zero e, até então, Bolsonaro já gastou mais do que os dois últimos presidentes. Confira a apuração da reportagem do Yahoo! Notícias.

Jair Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, em 22 de junho de 2022 (Foto: YouTube / Reprodução)
Jair Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, em 22 de junho de 2022 (Foto: YouTube / Reprodução)

Cartão corporativo

"Se você perguntar, quanto eu gasto no cartão corporativo meu? Meu gasto é zero desde quando eu assumi. Esse gasto que a imprensa noticia por aí é o cartão corporativo das viagem minha [sic]. [...]. Se você fizer uma comparação com meus anteriores, é parecido"

Presidente Jair Bolsonaro à Rádio Itatiaia em 22 de junho de 2022

Um levantamento feito pela Folha de S. Paulo identificou um aumento nos gastos ligados ao presidente no cartão corporativo no período de pré-campanha. Em 2021, sua fatura foi equivalente a R$ 1,1 milhão por mês, já entre janeiro e maio deste ano, a média de gastos equivaleu a R$ 1,2 milhão.

A comparação com seus antecessores evidencia que despesas não foram parecidas. O ex-presidente Michel Temer (MDB) gastou em média R$ 560 mil no período em que foi pré-candidato em 2018. Já o extrato da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) chegou a R$ 960 mil por mês na pré-campanha de 2014.

A análise da média de gastos durante todo o mandato também evidenciou que Bolsonaro tem gastado mais do que seus antecessores. Sua fatura foi de cerca de R$ 875 mil por mês. Em comparação, a média de Temer foi R$ 491 mil por mês, e a de Dilma, de R$ 787 mil.

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