É falso que o TSE comprou 32 mil urnas "grampeadas" para fraudar as eleições

Urnas eletrônicas sendo preparadas para as eleições gerais, em 22 de setembro de 2010, em Brasília (Foto: AFP via Getty Images / Evaristo Sa)
Urnas eletrônicas sendo preparadas para as eleições gerais, em 22 de setembro de 2010, em Brasília (Foto: AFP via Getty Images / Evaristo Sa)
  • Um vídeo circula nas redes sociais junto à alegação de que o TSE teria comprado 32 mil urnas

  • Segundo o autor da publicação, essas urnas estariam estocadas e teriam sido "grampeadas" para alterar o resultado das eleições

  • A informação, porém, é falsa e já foi desmentida pelo TSE

Um vídeo que acusa o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de ter comprado 32 mil urnas "grampeadas" é compartilhado por dezenas de usuários nas redes sociais. Segundo a publicação, essas urnas estariam estocadas e o objetivo do TSE com essa compra seria fraudar o resultado das eleições.

Uma legenda sobreposta ao vídeo alega que o "STE comprou 32 mil urnas grampeadas para definir as eleições", em referência ao TSE. A informação, porém, é falsa e já foi desmentida pelo tribunal.

Captura de tela de um vídeo alegando que o TSE adquiriu 32 mil urnas grampeadas para fraudar as eleições (Foto: Kwai / Reprodução)
Captura de tela de um vídeo alegando que o TSE adquiriu 32 mil urnas grampeadas para fraudar as eleições (Foto: Kwai / Reprodução)

Urnas distribuídas

Em março de 2021, o TSE anunciou que estava adquirindo mais de 32.609 urnas eletrônicas do modelo UE 2020 que seriam entregues no início deste ano.

O número é semelhante ao mencionado no conteúdo viralizado e faz parte de uma aquisição maior de mais de 240 mil urnas modelo 2020 que serão utilizadas nas eleições de outubro. O TSE explicou à reportagem do Yahoo! Notícias que "os equipamentos foram entregues em etapas, a partir de dezembro de 2021".

O TSE assegurou que a última leva dos novos equipamentos foi entregue na semana passada a todos os Tribunais Regionais Eleitorais.

Segurança das urnas

Quanto à alegação de que as urnas estariam "grampeadas", o TSE negou e assegurou que "todos os equipamentos possuem arquitetura de segurança desenvolvida pelo TSE".

Segundo a nota, o projeto e a fabricação dos equipamentos passam por "um rigoroso processo de acompanhamento e auditoria" por parte do tribunal.

As urnas eletrônicas são projetadas para somente aceitarem softwares oficiais e pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) estão testando os equipamentos a fim de assegurar a sua inviolabilidade.

Conteúdo semelhante foi verificado pelo Projeto Comprova.