'É impossível' que preço do diesel não reflita na tarifa de ônibus, diz prefeito de SP

·2 min de leitura
SAO PAULO, BRAZIL - MAY 04: A passenger wearing a face mask boards a bus amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic on May 4, 2020 in Sao Paulo, Brazil. The use of protective masks against the coronavirus (COVID-19) becomes mandatory in the public transport of Sao Paulo State. The measure applies to the subway, trains, and buses. According to the Brazilian Health Ministry, Brazil has 105.222 positive cases of coronavirus (COVID-19) and a total of 7.288 deaths. (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)
Foto: Alexandre Schneider/Getty Images.
  • Tarifa não sobe há dois anos

  • Ricardo Nunes culpa governo federal por não conseguir segurar preço do combustível

  • Ele garantiu que será mantido o subsídio ao setor de transporte

Para o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (PSDB), se o preço do diesel não voltar aos patamares pré-crise, um aumento no valor da tarifa de ônibus na capital paulista será inevitável. De acordo com Nunes, o valor do litro do combustível subiu 60% desde 2020.

“Se o óleo diesel voltar ao patamar do preço que era no começo do ano, a gente não vai ter aumento. Agora, a tendência é que feche o ano com o diesel aumentando 60%. É praticamente impossível você não ter isso refletido na tarifa”, afirmou em entrevista à Rádio Eldorado.

A tarifa do ônibus está congelada na cidade em R$ 4,40 há dois anos. “Era muito importante não ter aumento de tarifa, mas quando você tem o aumento do diesel, que o governo federal não conseguiu conter, que a gente ouviu muito discurso, mas na prática não aconteceu, é natural que você acabe levando isso para o preço da tarifa”, argumentou. “Ou aumentar o subsídio”.

O chefe do Executivo garantiu que o subsídio do setor de transportes, que hoje equivale a R$ 3 bilhões, será mantido. Além disso, o prefeito afirmou que busca novos recursos para fechar a conta do transporte na cidade, incluindo o combate à fraude de bilhetagem, além da concessão dos terminais para o setor privado.

Sobre as mudanças na frota, Nunes afirmou que entre as metas da prefeitura para tornar a capital paulista uma cidade mais sustentável, está a troca de no mínimo 20% dos coletivos para ônibus elétricos, chegando a 2 mil veículos.

Nunes aproveitou na entrevista para afirmar que São Paulo se prepara para vacinar crianças assim que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizar a aplicação da vacina da Pfizer nesta faixa etária. Além disso, afirmou que pretende usar as escolas como centros de vacinação.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos